Quem já viu algum programa chefiado por Gordon Ramsay, vai entender porque o coloco como exemplo para ilustrar esse post.
Ramsay apresenta programas relacionados ao mundo da gastronomia, e é conhecido por ser extremamente exigente e rigoroso.
Um de seus programas é “salvar” restaurantes que não estão rendendo o esperado. Muitos podem achá-lo um grosso – e ele é grosso mesmo. Mas se fosse de outra forma, acho que não conseguiria fazer seu trabalho. Os donos e funcionários no começo ficam ofendidos, mas depois acabam por agradecê-lo, pois o restaurante sempre melhora.
Com isso, acho que o que fica evidente é que poupar as pessoas da realidade não as ajudam a crescer. Sentir pena pode ser carimbar na testa do outro a palavra “incapaz”. E se a pena sentida for por você mesmo, aí a coisa fica muito complicada.
Com isso também não quero dizer que devemos nos transformar em pessoas frias. Nenhum extremo funciona bem. É por amor que devemos tirar as pessoas da zona de conforto e ajudá-las a enxergar que elas podem sim.
Escrevo esse post para tentar desmistificar a ideia que pessoa boa é a pessoa boazinha. Isso nem sempre é verdade. Temos que nos libertar da culpa ao dizer um “não”. Isso é tão importante para o desenvolvimento daqueles que amamos quanto o “sim”.
É fácil ouvir críticas? Não, é terrível. No entanto, as coisas que nos tiram da zona de conforto são aquelas que nos impulsionam para o crescimento. Desde que sejam críticas verdadeiras, é claro.
Se você sair dessa zona espontaneamente, vai poder escutar e apreciar as críticas, ao invés de entendê-las como humilhação.






