O Outro em mim – uma relação com o inconsciente

Sep 10, 2011 by

Para iniciar esse post, partirei do princípio de que existe em cada um de nós uma realidade psíquica consciente, e outra inconsciente. Ambas são responsáveis pela forma como conduzimos a vida, mas por diversas razões reconhecemos mais a primeira do que a segunda.

E assim vamos nos transformando em seres ocos, com uma vida interna desconhecida. Mas é como dizem: ignorar algo não o faz desaparecer. E quando essa desconexão se acentua, nossa psique busca formas de compensar essa atitude, e desenvolve meios de “chamar à atenção” afim de restabelecer a ligação perdida.

A forma como isso será feito muitas vezes é rotulada de patológica. Mas acho que Carl Jung teve uma ótima sacada ao entender as “doenças” como tentativas de restabelecimento da própria psique. Ao invés de perguntar “por que”, podemos perguntar “para que” determinado sintoma aparece.

Não é porque não temos um relacionamento com o inconsciente que não somos afetados por ele. O inconsciente é o Outro em mim. Para ele, o ego corporal é forma, é o meio para manifestar-se e é o executor. Para nós, o inconsciente é como se fosse fonte, arquiteto ou diretor…

E existem muitas formas para ajudar o religamento dessas instâncias psíquicas. Muitas vezes, só do indivíduo começar a dar atenção às manifestações do inconsciente os sintomas já melhoram, seja trabalhando com sonhos, imaginação ativa ou meditação.

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Comentários

  1. Oi Bruna!

    Quando eu digo doenças, me refiro às da mente e às do corpo. Com isso não quero absolutamente reduzir as doenças físicas aos componentes psíquicos, mas hoje sabemos que diversas doenças (as ditas psicossomáticas) são consequência de processos emocionais.
    A psique não pode ser desvinculada do corporal. Existe uma grande interferência entre nosso sistema imune (a defesa de nosso organismo) e nossa psique. Um modula o outro. Nossos estados mentais afetam a qualidade das defesas do nosso corpo.
    Para quem tiver curiosidade, existem vários estudos de neuroimunomodulação que explicam esse processo de mútua dependência.
    Se pensarmos em doenças auto-imunes, enxergamos facilmente as consequências de um sistema imunológico desequilibrado.
    Em doenças infecciosas, uma imunodeficiência….
    Doenças genéticas só se manifestam quando o ambiente é propício….

    Assim por diante… com isso quero dizer que existem interferências, nada além disso.
    Não é para reduzir toda doença à fatores emocionais, isso seria psicologizar demais as coisas.

    Um bjo!

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