A arte de viver

Sep 12, 2011 by

Começo esse post com uma confissão pessoal: sou muito curiosa. E estou sempre procurando respostas para perguntas que eu mesma invento. Sempre quis saber como as coisas funcionam… e todo tipo de mistério me fascina.

Acho isso uma coisa legal, mas percebo que por muitos anos não saí do lugar com meus questionamentos. O que era capaz de pensar sozinha, pensei. Mas não era o suficiente… e eu não sabia aonde poderia encontrar as respostas para as perguntas que fazia.

Na escola me ensinavam como calcular a aceleração de um veículo, tendo como dado distância, tempo e velocidade. A história da civilização ocidental, inequações, geopolítica, e assim por diante. Sou grata a toda essa informação que me foi passada. Mas ainda não era bem isso…

Depois eu cresci, fui estudar psicologia. Na faculdade me decepcionei, pois pensava que encontraria muitas respostas naquele curso. Mas não encontrei tantas assim. As respostas que a religião me dava eu só pude acreditar até o fim da infância. Depois disso tinha mais dúvidas do que respostas. A filosofia que havia aprendido até então me parecia um “mumbo-jumbo”, até vi muitas idéias interessantes, mas pareciam distantes no tempo e no espaço. Quando uma cabeça é um ponto, fica difícil encaixar qualquer coisa diferente disso dentro dela.

Mas quando a paixão arde, você não cansa de procurar. Não faz mais do que 3 ou 4 anos que comecei a encontrar caminhos ou pistas das respostas que tanto procuro. Mas meu Deus, o tempo voa. E não que as respostas fossem inacessíveis e eu acabei caindo numa seita secreta que guarda tudo isso a 7 chaves, e agora como faço parte dela sei de tudo. Não… levei muito tempo procurando só pra começar a entender o que já está escancarado para quem tiver olhos e quiser enxergar.

Parece que a própria busca vai amaciando a carne e desembaçando os olhos. Aquilo que era um ponto pode ir tomando outras formas à medida que se alarga. Mas a gente pensa que para alargar a consciência precisamos obter mais informação. Mas não podemos confundir informação com conhecimento, e muito menos conhecimento com sabedoria.

Existe um salto qualitativo enorme entre essas três instâncias. E enquanto não acordarmos sobre a urgência de transformar informação em sabedoria, a vida humana é desperdiçada.

Acho que nos focamos muito no progresso da tecnologia e da informação, e nos esquecemos do progresso humanitário.

É claro que quero ter internet em alta velocidade, mas eu também quero saber qual é o sentido da minha existência, ou como devo amar o outro. Gostaria que mais pessoas pudessem receber uma educação na arte de viver.

Só para deixar claro: não sou absolutamente contra o progresso tecnológico. Acho fantástico. Mas se perdermos a ética e a sabedoria, não temos como fazer um bom uso dessas ferramentas…

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Comentários

  1. Saber o sentido da nossa existência. Ana, vc não é a unica que tem essa necessidade. Uma questão que faz toda a diferença, mas as pessoas a atropela por outras. Me diz, vc encontrou respostas? Compartilha conosco.

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