Saia da zona de conforto.

May 2, 2012 by

Quem já viu algum programa chefiado por Gordon Ramsay, vai entender porque o coloco como exemplo para ilustrar esse post.

Ramsay apresenta programas relacionados ao mundo da gastronomia, e é conhecido por ser extremamente exigente e rigoroso.

Um de seus programas é “salvar” restaurantes que não estão rendendo o esperado. Muitos podem achá-lo um grosso – e ele é grosso mesmo. Mas se fosse de outra forma, acho que não conseguiria fazer seu trabalho. Os donos e funcionários no começo ficam ofendidos, mas depois acabam por agradecê-lo, pois o restaurante sempre melhora.

Com isso, acho que o que fica evidente é que poupar as pessoas da realidade não as ajudam a crescer. Sentir pena pode ser carimbar na testa do outro a palavra “incapaz”.  E se a pena sentida for por você mesmo, aí a coisa fica muito complicada.

Com isso também não quero dizer que devemos nos transformar em pessoas frias. Nenhum extremo funciona bem. É por amor que devemos tirar as pessoas da zona de conforto e ajudá-las a enxergar que elas podem sim.

Escrevo esse post para tentar desmistificar a ideia que pessoa boa é a pessoa boazinha. Isso nem sempre é verdade. Temos que nos libertar da culpa ao dizer um “não”. Isso é tão importante para o desenvolvimento daqueles que amamos quanto o “sim”.

É fácil ouvir críticas? Não, é terrível. No entanto, as coisas que nos tiram da zona de conforto são aquelas que nos impulsionam para o crescimento. Desde que sejam críticas verdadeiras, é claro.

Se você sair dessa zona espontaneamente, vai poder escutar e apreciar as críticas, ao invés de entendê-las como humilhação.

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Comentários

  1. Se a pessoa tiver um bom contato com a realidade, e um ego suficientemente desenvolvido, isso não é algo difícil de se fazer.
    É através de uma auto-crítica justa, em que o ego não se eleva e também não se rebaixa por estar mergulhado em fantasias.
    É a velha história do autoconhecimento. Se você o tamanho que tem e sabe diferenciar o que é importante pra você, a critica não é capaz de te destruir ou de te influenciar a ponto do indivíduo perder-se na opinião do outro.
    Veja, a personalidade dependente ainda não se diferenciou do outro. Como alguém pode identificar qualquer coisa se ainda está misturado com o “outro”?

  2. Josiane

    Olá!
    Muito bom este post! O Ramsay realmente coloca o pessoal para enfrentar a realidade. Com dureza, mas bem intencionado.
    Fazia tempo que não passava por aqui, há alguns anos atrás fui presenteada com um livro do Gabriel Rolón por ter participado com uma dica de tema para o blog! O livro é muito bom e o blog continua interessante, parabéns!
    E veja que bacana, naquela época eu morava em Toledo, porém me mudei para Curitiba e atualmente também atendo na cidade e tenho uma clínica de avaliação psicológica!
    Parabéns pelo nosso dia!

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