Diálogos contaminados

Feb 16, 2013 by

Ao pensar sobre esse post a primeira imagem que me veio à mente foi das discussões intermináveis que alguns casais têm. Mas não precisamos focar em casais, isso vale para toda e qualquer relação entre pares, entre iguais. Essas discussões são intermináveis porque o assunto é sempre mesmo, e não se chega em lugar algum. Para um assunto ser levado à termo, é preciso compreendê-lo. Se a conversa (e nas piores situações as brigas e discussões) não estão ajudando na assimilação das questões do casal, será que este par está realmente dialogando?

Para que um diálogo aconteça, e provoque mudanças, muitas coisas são necessárias. Vou citar algumas:

1- Abandone o desejo de “ganhar” a discussão. De estar “certo”. Isso não te leva a construir relações, apenas te isola em sua limitada verdade.

2- Ouça o que o outro te diz, sem presumir coisas. De que adianta conversar se você não dá o crédito para aquilo que o outro coloca? Existe um fenômeno chamado “projeção psíquica”, e para entendermos esse conceito basta pensarmos sobre o que é um projetor de cinema por exemplo. Só que nesse caso o mundo à nossa volta seria a tela, e nossa mente o projetor. Todo nosso conhecimento a respeito da “realidade” é subjetivo, e sabendo disso podemos cuidar para não presumirmos já conhecer o outro, e se dispor à fazer isso.   Surdez e cegueira psicológicas causam muitos problemas desnecessários.

3- Conheça suas fantasias e seu passado, e entenda que não é justo nem com você e nem com o resto do mundo tomá-los como verdade concreta presente. Vamos utilizar alguns exemplos para facilitar esse tópico: pode ser que alguém seja desconfiado, e que até já tenha sido traído em alguma ocasião, mas é importante separar sua desconfiança fantasiosa da realidade presente. Ou então pode ser que você tenha dificuldades em se sentir amado. Mas isso NÃO quer dizer que o outro não te ame. Em resumo: Não é porque você enxerga algo que esse algo existe. E esse trabalho de limpar as lentes que vêem o mundo é seu e de mais ninguém. E clarifique o seu olhar sem demora, para não contaminar a vida dos outros que convivem com você.

 4- Saiba ceder. Teimosia é o lado infantilizado da persistência.

5- Entenda que o outro é alguém diferente de você, com valores particulares, e merece respeito. Portanto numa discussão não esqueça que você até pode criticar as ideias dessa pessoa, mas jamais ela.

6- Você tem todo o direito de falar absolutamente o que pensa e sente, desde que seu objetivo seja construtivo e não destrutivo. A gente fere o outro mais pela forma como falamos do que pelo conteúdo em si.

7- Entre pares cooperação é bem mais interessante do que competição.

 Para finalizar, gostaria de dizer que para entender esse post, basta entender os dois últimos parágrafos escritos abaixo:

“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.”  Carl G. Jung 

Diálogo (do grego diálogos [διά = através e λογόι = palavra, conhecimento] , pelo latim dialogus) – 1. Entendimento através da palavra, conversação, colóquio, comunicação. 2. Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia.

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