“Eu escolhi ser feliz.” E você?

Aug 2, 2015 by

felicidade

Nessa sexta recebi em meu e-mail um relato que gostaria muito de compartilhar aqui no blog. É um texto sobre a capacidade de reerguer-se a cada tombo, de deixar morrer velhos aspectos do nosso ego para que novos surjam, de superação e de progressiva aceitação da vida tal como ela é. Não foi escrito por nenhum especialista, mas por alguém que adquiriu o direito de falar sobre isso por ter passado por isso. Alguém que encontrou, nos percalços da vida, a si mesma. Segue o texto abaixo, espero que sirva para inspirar a coragem em todos nós! Abraços, Ana Luisa!


Eu escolhi ser Feliz!

Hoje tenho 36 anos. Por 35  fui uma pessoa alegre, espontânea, porém infeliz. Vivia tensa e angustiada. Buscava a felicidade em coisas externas e pessoas. Acreditava que seria feliz depois de sair de casa, depois de me formar, depois de trocar de emprego, trocar de novo, de casar e assim por diante. Pois bem, realizei tudo isso e mesmo assim não era feliz – era uma busca constante por algo que nem eu entendia. Casei apaixonada, acreditando cegamente que seria para sempre. O para sempre acabou, por conta de necessidades que eram minhas, carências de infância que eu esperava que o outro suprisse. Não conseguia enxergar que não havia intimidade o suficiente. Havia uma barreira entre nós. Eu não escutei meu coração, não dei atenção aos sinais. A forma como nos separamos me causou um vazio terrível, uma dor quase insuportável, veio a depressão e o medo do futuro. À medida em que os remédios foram fazendo efeito comecei a abrir meus olhos, troquei a abordagem de terapia e passei a tratar a minha história, os meus contextos de forma diferente. Assumi-me como ser humano, que tem falhas e limitações e que não soube agir diferente em determinadas situações pois não estava pronta, evitando assim os “e se”…

Iniciei o processo de perdão, comecei a me perdoar bem como perdoar e agradecer as pessoas que fazem parte da minha história. Em um determinado dia me olhei no espelho e passei a acreditar na pessoa que ele refletia. Conheci o doce gosto da autoestima – do amor próprio. Fui então fazendo este exercício diariamente e assim fui mudando. A personalidade é a mesma, mas hoje já não acredito na eternidade das coisas – não por frustração – mas por escolha. Hoje vivo inteiramente no presente, um dia de cada vez, agradecendo por mais um dia, pelas minhas superações e vitórias sem a ansiedade do futuro. Mudei de profissão, amo o que eu faço, trabalho muito, muito mesmo, buscando segurança e  estabilidade financeira. Estou semeando…

Minha história é de muita superação, coragem e determinação. Eu poderia fazer papel de vítima do mundo, mas escolhi ser protagonista. Aprendi com as lições da vida, curei mágoas, falta de afeto e desamor. Hoje sou feliz, não dependo do amor ou migalhas alheias. Caminho mais calma, com a alma aberta para tudo que vou receber, para as surpresas da vida.

Depois que me amei de verdade pude me doar mais para as pessoas e encontrar alguém que está comigo por inteiro, comprometido com a relação, que me admira, e faz questão de estar ao meu lado, além de despertar em mim a vontade de ser melhor a cada dia.

Compreendi que o amor divino é muito grande, que ele nos perdoa quantas vezes forem necessárias e que nos permite escrever uma nova história. Compreendi que as conquistas mais importantes acontecem dentro da gente, quando aprendemos a silenciar e a escutar a voz do nosso coração.

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