Os arquétipos da jornada do herói na vida adulta – O Guerreiro e o Caridoso

Sep 30, 2009 by

guerreiro

Durante a vida adulta somos desafiados a vencer os obstáculos e a aceitar as responsabilidades da vida.  Essa demanda facilita a constelação de dois famosos arquétipos: o guerreiro e o caridoso.

Ambos são responsáveis, trabalhadores e se preocupam em proteger aquilo que lhe é mais caro. Cada um de sua forma – o caridoso tende a proteger outras pessoas, inclusive se sacrificando. Já o guerreiro faz valer os seus direitos no mundo e vai à luta.

Em nossa sociedade essas formas adultas de atuar acabaram sendo separadas entre os sexos por muito tempo: tínhamos mulheres com um perfil mais caridoso e homens com o perfil mais lutador. Atualmente, é exigido que os dois arquétipos constelem em todos os indivíduos. Queremos ver homens e mulheres que saibam tanto acolher quanto lutar.

Quando o arquétipo do guerreiro está mais energizado temos pessoas muito competitivas, que buscam se realizar profissionalmente, até mesmo às custas de outros. O lema é vencer para se afirmar. A pessoa pode tornar-se brutalizada ou endurecida.

Quando o caridoso predomina existe o perigo da pessoa voltar-se apenas para os outros (ou causas), e esquecer de suas necessidades, até mesmo ajudando o outro em detrimento de si. Essa atitude é muito valorizada socialmente, e costumamos julgar as pessoas “possuídas” pelo caridoso como altruístas. Mas esse julgamento primitivo que fazemos tira o direito e possibilidade da pessoa estabelecer limites em suas relações e usufruir com mais prazer sua vida.

A responsabilidade madura é aquela que encontra o tênue equilíbrio entre nossas próprias necessidades e as dos outros.  É nessa fase que normalmente chegam os filhos e quando esses dois arquétipos estão constelados podemos prover a nossa prole com os recursos necessários ao seu desenvolvimento e também somos capazes de estabelecer limites que ajudarão essa criança em todos os aspectos de sua vida adulta.

Conviver e equilibrar essas duas forças nos ajuda a proteger e a cuidar daqueles que amamos e de nós mesmos.

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Comentários

  1. Pois é, eu diria que parece mais masoquista, mas nao tem como separar uma coisa da outra!
    Conceitualmente ser masoquista não tem a ver com o Caridoso, nem com colocar o outro em primeiro plano, e sim em provocar nesse outro reações agressivas para poder descarregar sua própria ansiedade.
    O masoquista é altamente ardiloso, vou falar mais sobre esse tipo de caráter em um futuro post.
    Em um nível ou outro somos quase todos masoquistas. E que bom, é necessário.

  2. Du Cabrera

    Acho que por vezes o Caridoso toma ares de “entrão”. Viver a vida alheia pode por vezes parecer não ter vida alguma. Caridosos correm o risco de parecer grudentos e sem personalidade. Com o tempo, podem despertar raiva naqueles cuja atenção do Caridoso está voltada… seria como um instinto de proteção da pessoa “ajudada”…
    Será que isso seria o lado patológico do Caridoso Anita?

  3. Acho que sim Du. Sem o equilibrio do Explorador a pessoa não toma a responsabilidade que tem com sua própria vida. No geral a gente sente muita admiração pelos Caridosos. E ao mesmo tempo pena. Se formos o objeto de sua devoção sentimos raiva – e culpa.
    Se eles ao menos pudessem se dar uma parte daquilo que dão aos outros poderiam ter vida em abundância!

  4. Acho que o foco aqui deve ser RESPONSABILIZAR-SE pela própria vida e ter responsabilidade com a vida dos outros.

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