O Complexo de Édipo e sua relação com o casamento dos pais

Oct 14, 2009 by

Édipo e a Esfinge

Semana passada recebi um pedido para falar do Complexo de Jocasta. Por esse motivo comecei a escrever sobre a relação que a qualidade do casamento dos pais tem com o desenvolvimento psico-afetivo de seus filhos.

Para falarmos de Jocasta precisamos antes falar um pouco sobre o complexo de Édipo – já que Jocasta foi sua mãe e posteriormente sua esposa. O termo complexo de Édipo é bastante conhecido e difundido, porém pouco compreendido. Lembro muito bem quando comecei a estudá-lo na universidade e pensava “Isso não faz o menor sentido… atração sexual entre filho e mãe…”

Mas o que é o Complexo de Édipo?

A idéia em termos gerais  é como se fosse a forma que o sujeito encontrou para resolver seu primeiro interesse amoroso – acho que dizer amoroso fica mais fácil de ser entendido do que o termo interesse sexual – que normalmente é pelo genitor do sexo oposto. Amor e sexualidade não são coisas distintas nas crianças, elas fazem parte de um único sentimento. A forma como a criança lida com essa fase edípica é transportada para seus futuros relacionamentos amorosos e daí vem a importância de uma boa resolução.

Acho que fica infinitamente mais fácil de entendermos o Édipo trocando a palavra sexual por “amorosa”. Dentro do linguajar psicanalítico sexual é toda conduta que nos direciona em relação a outra pessoa.

Esse interesse sexual infantil não pode ser entendido como se fosse igual ao interesse sexual adulto. As crianças não estão desejando transar com os pais – não é isso. É mais a idéia de um ter um par, de se unir com alguém.

Como escrevi anteriormente, as aplicações e consequências do complexo de Édipo são levadas para a vida toda e determinam em grande parte a forma de agir e de relacionar-se que o indivíduo terá com os outros.

Agora vamos entender como a qualidade do casamento dos pais interfere na vida amorosa dos filhos.

Muitos pais têm dúvidas sobre como agir nesse período da vida da criança – que ocorre mais ou menos entre os 3 e 5 anos de idade. O que ocorre normalmente é um certo afastamento por parte do adulto  e até mesmo a desaprovação explícita do comportamento da criança – da expressão de seu amor. Puni-la e envergonhá-la em suas demonstrações amorosas acaba sendo o mais corriqueiro…

A consequência para o resto da  vida dessa criança é que amor e sexualidade se transformam em coisas completamente distintas. É como se a criança abandonasse sua sexualidade em troca de permanecer com o amor dos pais. Toda criança espera e precisa da aprovação dos pais para existir.

Continuando… casamentos bem sucedidos aonde encontramos tanto o amor quanto o sexo só pode existir em relações de adultos saudáveis. Ao reconhecerem sua própria sexualidade e sua importância na vida o pai e a mãe permitem que seus filhos também sejam seres sexualizados. Tem dificuldade de lidar com a sexualidade do filho aquele pai ou mãe que não conhece e não lida bem com sua própria sexualidade. De todas as resoluções possíveis essa é a mais comum. Estando um dos genitores afastado o outro com sua carência afetiva usa a criança e seu amor e ela ocupará o lugar que era destinado ao cônjuge – e não ao filho.

Ao cindir sexo e amor lá na infância temos relacionamentos adultos que não são capazes de nos satisfazer nos dois sentidos. Amor e sexo deveriam caminhar juntos. Teríamos casamentos que além de proteção e aconchego nos daria prazer sexual adulto. Teríamos relações sexuais que além do prazer envolveria amor.

É importante que as investidas amorosas da criança em relação aos pais sejam de certa forma frustradas, mas que ainda assim os pais reconheçam que seu filho (ou filha) é alguém sexualizado e capaz de amar. Alguém digno de amor. Que suas demonstrações de amor não são erradas ou vergonhosas. A melhor saída é demonstrar que o pai ou a mãe já tem um parceiro e jamais humilhar ou rejeitar a criança desaprovando seu comportamento. Isso acaba acontecendo de forma natural quando o casal está bem na relação. A criança entenderá que não pode roubar o papel de um dos pais, mas que existem outras pessoas da mesma idade dela que são futuros parceiros em potencial e que assim como seus pais se encontraram ela também encontrará alguém para si. A criança terá um modelo saudável de como relacionar-se amorosamente com os outros… e cá entre nós, isso já é metade dos problemas da vida resolvidos!

Existem diversas resoluções para o Complexo de Édipo, mas o que é o mais importante de se entender é que o filho não pode e não deve ser utilizado como um preenchimento afetivo dos pais.

No próximo post falarei finalmente sobre o complexo de Jocasta e de que forma isso afeta a vida dos filhos.

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Comentários

  1. Oi Jonathan!
    Dentro do modelo psicanalítico poderia sim. O homossexualismo seria uma das saídas ou resoluções do Édipo.
    Não existe hoje um acordo se o homossexualismo é fruto do ambiente ou se é inato.
    Eu acredito que existem sim componentes genéticos por dois motivos: a média de pessoas homossexuais dentro das populações gira em torno de 5%, independente de qual população seja esta. Outro dado interessante – pesquisaram um fator genético da homossexualidade da seguinte forma: gêmeos univitelinos (geneticamente idênticos) que foram criados separadamente (para eliminar a influência do ambiente) tem um alto índice de compatibilidade de orientação sexual. Ou seja – quando um deles é gay a chance do outro também ser era muito maior do que entre irmãos com a carga genética diferente.
    Agora sobre o complexo de édipo, como eu disse anteriormente, as resoluções são variadas – um dia eu escrevo mais sobre cada uma delas – e no caso do menino gay o que é mais comum ver é um pai muito autoritário que desvaloriza sua esposa, o que acaba por criar na criança a idéia de que os homens são valiosos e portanto desejáveis.
    Ou então uma mãe super poderosa que desvaloriza o pai e a criança acaba por identificar-se com ela.
    O Édipo não é importante apenas para determinar nossas escolhas sexuais mas também a nossa identidade sexual.

  2. Velu Borges

    Olá Ana, achei muito interessante seu artigo, gostaria de saber como consigo o restante sobre esta matéria, pois tenho um filho de 7 anos me dando muito trabalho, apesar do carinho e atenção que eu e o pai temos com ele, o mesmo é muito hostil para comigo, ele está sendo acompanhado por psicologo, mas nunca surgiu esta possibilidade de complexo de édipo, agora com sua matéria, percebi que existe algo semelhante, será que ele me “maltrata” ou me contraria por este motivo? Por favor, me diga como encontrar o restante da matéria. Parabéns pela mesma! Muito boa. Abraços!

  3. Recebi o seguinte comentário hoje nesse post, mas para deixar a autora anonima, colarei e postarei com meu usuário para poder responde-la:

    “Encontrei seu artigo enquanto buscava explicações para um problema que estou tendo,

    Meu namorado não fica à vontade com sexo. Não relaxa, tem muitas manias e muitos bloqueios, além de pouco interesse e fuga das minhas investidas. Isso tem nos atrapalhado muito, mas ele se recusa a procurar ajuda (eu até faria terapia de casal, se ele quisesse).

    Como ele é muito dependente da mãe e noto que, se bem não se dá mal com o pai, não tem tanta proximidade como tem com mãe, comecei a pensar na possibilidade do complexo de Édipo. Claro, como sou leiga, não tinha muito idéia, só o que estudei na faculdade.

    Ao ler seu artigo identifiquei muitos pontos, inclusive porque seus pais têm problemas conjugais (o pai trai a mãe de vez em quando e isso já acontece há bastante tempo). Sem querer entrar na discussão se ela tem a culpa, sempre a achei muito pouco flexivel e cheia de manias (exatamente como meu namorado) o que aumentou mais ainda minha curiosidade em entender a relação dos dois.

    Será que o relacionamento dos pais ou a proximidade do meu namorado à mãe pode estar atrapalhando ele a ter uma vida sexual saudável?

    Se sim, como eu poderia ajudá-lo? Sei que possivelmente irá me sugerir um profissional, mas ele se recusa. Há algo que posso fazer para que ele queira se tratar ou veja as coisas de outra forma?

    Muito obrigada!”

  4. Lu,

    Acho que o melhor que pode fazer por seu namorado é tentar fazê-lo reconhecer a realidade. Não temos como saber se é a ligação dele com a mãe ou os problemas conjugais dos pais que o atrapalham em relação a sexualidade, pois podem ser muitas coisas… isso só tem como saber investigando com ele. Mas você pode sim ajudá-lo a ter uma vida sexual mais feliz. O primeiro passo é ele reconhecer que tem o problema. Para isso ninguém melhor do que você para abordá-lo, já que é sua companheira sexual. Diga o quanto isso te afeta e talvez se ele não for procurar ajuda por ele próprio, pode procurar por você, para tentar satisfazê-la. Pode ser que nada traga resultado, mas aí será uma escolha dele. Você terá feito sua parte.
    Sobre a ligação forte com a mãe, se você sente que isso está num nível exagerado que o deixa inclusive imaturo, a dica é: trate ele como um adulto. Igual para igual. Para que ele se sinta capaz, adulto, viril, e tenha a coragem de cortar o cordão umbilical. Ficar na condição de filho é muito comum em quem tem medo da vida. Nutra nele a competência, incentive para que ele se aventure nesse mundão! Isso pode inclusive melhorar o desempenho sexual dele, na medida que sente que tem poder e capacidade.

    Um forte abraco!

  5. sou mãe de 3 filho,mais o mais velho tem 30 anos,ele e lindo,e um otimo filho mais pega muito no pe,ele não consegui ficar com namoradas,ele tem muito ciumes de mim não com o pai,mais com qualquer amigo do sexo masculino,ele carrega minha foto no celular,vivi me mostrando pra amigas como se eu fosse um trofeu,tenho 52 anos mais aparento ter 30 anos sou bonita de corpo,tenho um cabelo lindo,as vezes sou confundida como namorada dele.
    essa semana eu tirei uma foto com um amigo da aula de dança ele me ameaçou dizendo que vai fazer eu passar vergonha eu não entendi,muito,eu falei pra nunca fazer isso pq eu ia fazer ele passar por uma tambem falando pras pessoas que ele tem complexo de edipo,e lendo sua reportagen fiquei preocupalda.
    me ajude o que vc acha.
    um abraço.

  6. Lili

    Oi Ana, estou vivendo um fim de um casamento de 8 meses pois meu esposo não suportou a separação com a mãe.
    Foi diagnosticado com Complexo de Édipo e trata com psicanalista e psiquiatra. Agora está numa crise depressiva e fóbica, como já aconteceu antes.
    Desde que namorávamos ele vivia chorando pela mãe pois supunha que ela estava triste e sozinha o tempo todo. O pai tem outro família e eles fingem não saber, mas meu esposo sempre foi hostil e fica imensamente constrangido na presença do pai, com mãos suando e nunca conversam.
    Antes de nos casarmos, ele passou os últimos 5 anos morando praticamente só ele e a mãe. E o pior, é que a mãe apresenta traços do édipo também, pois sempre me tratou com hostilidade, sempre como uma rival, emagreceu mto quando me conhece e não fez questão nenhuma do nosso casamento.
    Nem imaginava viver uma história assim, nunca vi uma pessoa ficar tão ruim como meu esposo ficou, nessa última crise, chegou a me chamar de mãe.
    Parece dificílimo tratar isso, você sabe de algum adulto nessa fase mórbida e patológica que tenha tido cura?
    É claro que meu casamento acabou, eu não conseguiria ter vida de amante nunca, mas viver essa história foi mto, mto ruim.
    Se eu contasse aqui, tudo que vi em 2 anos e pouco de relacionamento, é de assustar.
    No fundo quero que ele se recupere dessa última crise, está fazendo regressão com o psicanalista e tomando medicamentos para pânico e depressão. Nem sei o que dizer..

  7. Claro que tem como. Mas depende de um árduo trabalho interno – tanto da mãe quanto do filho. Um bjo!

  8. Lili

    Oi Ana, obrigada por ter me respondido. Desde quinta-feira, meu esposo foi internado num hospital psiquiátrico. A 3 semanas ele já havia ido pra casa da mãe e como nos últimos dias não comia, não tomava banho e estava com sintomas psicóticos, a psiquiatra pediu a internação.
    Sinceramente, nunca vi nada igual, não sabia que podia chegar a esse ponto.

  9. Angela Pires

    Parabéns

  10. Angela Pires

    Parabéns pelo seu trabalho, vou póstar no facebook esse artigo, acho muito importante que o ser humano tenha conhecimento sobre sí mesmo, e através disso, encontra-se a chave para tantas descobertas…” a verdade vos libertarás” está contida na máxima de “conhecermos a nós mesmos”. Obrigada Ana Luíza!!!

  11. Liana

    Oi Ana, passo por uma situação bem parecida com o comentário que você deixou como anônimo. Mas o meu caso é um pouco pior. Quando conheci meu marido ele tinha um relacionamento muito estranho com a mãe dele. Eram como se fossem um casal. Ele tinha muito ciumes, não conseguiam viver um sem o outro. Ela é aquela mãe extremamente protetora, irritante, inconsequente, um exemplo bem sério é o fato dele ter se drogado durante muitos anos de baixo dos seus olhos e ela nunca admitiu. Nem o alcoolismo, pelo qual meu marido também está em tratamento, ela além de não admitir ainda teve vários momentos em que ela ofereceu bebida pra ele, o deixando numa dúvida terrivel, mesmo ele estando em tratamento. Ela é uma mulher aparentemente jovem e bonita. Loira, ala, magra, se veste com muita sensualidade e ela sempre teve uma competição insuportável comigo. Sempre quis minhas roupas, meus sapatos, ao ponto de furtar algumas peças minhas. O problema é tão grave que me ajudou a entrar num colapso de personalidade muito grande, onde engordei quase 20 kg e escureci meu cabelo, mudei meu jeito de me vestir para nem pensar em ficar parecida com ela. E ela adorou o fato de eu “embarangar” via no seu rosto o quanto ela se sentia vencedora. Hoje já estou um pouco superada, já emagreci mas ainda sofro com essa situação. E além de todos estes problemas, o que estou entrando mesmo em contato é sobre a nossa vida sexual. Desde o início nosso relacionamento sexual sempre foi complicado e de complicado evolui para infernal que evolui para inexistente. Logo na primeira vez que dormi com ele na casa dele, eu estava no quarto dele nua e ela entrou começou a pegar e a dobrar minhas roupas íntimas pelo chão enquanto ele dormia. Fiquei com cara de taxo pois nem conhecia a mulher e ela estava mexendo nas minhas calcinhas sujas! E logo que fomos morar juntos passei por problemas infinitos com os dois, numa das situações ele disse que planejava voltar a morar com ela. O que me deixou transtornada. Nós mudamos de cidade e ela se mudou para num apartamento de um quarto. E teve uma ocasião que dormimos na casa dela. Em que ela insistiu em que usássemos a cama dela de casal e ela dormiu no chão ao nosso lado. Percebi que ele forçou a barra para termos relações sexuais com ela presente, com ela “dormindo” ao lado. Enfim, pra resumir, os pais são separados, ele tem uma relação extremamente problemática com o pai e a familia paterna, ele presenciou várias vezes o pai traindo a mãe, quando era muito pequeno, inclusive com a própria tia, irmã da mãe e com outras mulheres. Também presenciou momentos de suruba com a família. E também sofreu uma espécia de bulling pelas primas mais velhas q se masturbavam na sua frente. Estamos juntos a 5 anos e ele não contou isso tudo de uma vez, foi picado durante todo esse tempo. Ele é muito machista, tem dificuldade de se relacionar com mulheres no trabalho. Sinto que eu sou a única mulher que ele realmente respeita. Eu fiz extamente o que vc indicou no seu comentário e hoje já superamos muitas coisas e a nossa vida está muito estável. A mãe dele já não tem mais o mesmo papel na vida dele, ele realmente não fica mais transtornado com a sua presença. Em relação a sexualidade, no início não podia nem se falar de sexo. Ele sofre de muitos pudores. É um cara descolado, diferente, estiloso mas é muito antiquado em relação a sexo. Não admite traição em hipótese alguma, pra ele tudo o que não é papai e mamãe se resume a traição. Primeiro tínhamos muitas brigas, eu ficava muito frustrada pois procurava ele e ele não me queria. O que me levou a uma séria depressão como já descrevi. Eu tentei de tudo para agrada-lo mas nada dava certo. Ele tem um certo terror de lingerie, por exemplo, e ontem numa conversa os dois chegamos a conclusão do fato da mãe dele ser uma mulher com a “sexualidade aflorada” e não esconder isso de ninguém o deixou com nojo desse tipo de “atrativo” como lingeries e coisas de sexshop. Chegou num nível de relacionamento dos dois em que ela mostrava pro meu marido até esse tipo de coisa que ela comprava para se relacionar com outros homens. Acho que ele a julga de “vagabunda” e não quer me ver desse jeito. Ontem eu sem querer disse uma frase que foi chocante para ambos, mas que é a pura verdade, “quando vc olha ou pensa numa calcinha sensual você não se lembra de mim mas lembra da sua mãe!”. Ele sempre adorou filmes pornôs, por exemplo, mas quer me ver só de calcinha de malha com bichinhos desenhados. (em uma ocasião fiquei chocada quando descobri que ele via escondido de mim filmes de mulheres se agredindo e se “masturbando” sendo bem modesta nas palavras) Graças a Deus ele concordou em querer superar tudo isso, e estamos unidos tentando descobrir uma solução. Passamos 2 anos transando praticamente uma vez no mês e cada relação era pior do que a outra, me levando ao desgosto total de sexo principalmente com ele. Ele é um companheiro maravilhoso e um ótimo pai, temos uma filha de 1 ano o que eu acho que tem ajudado ele a superar) mas quando penso em sexo não consigo pensar nele. Por favor, me ajude a encontrar uma solução entre nós dois já que não temos condições financeiras de procurar um profissional. Agradeço muito pelo espaço e pelo texto que me ajudou a entender um pouco do que está acontecendo!

  12. Andréia

    Oi Ana Luisa, confesso que ouvi sobre o complexo de édipo há poucos dias, estou impressionada e me familiarizando com o assunto. Ana tenho um relacionamento difícil com meu parceiro, não moramos juntos, nos vemos todos os dias, porém dormimos e transamos somente uma vez por semana (dia fixo)e nos finais de semana ele se determinado a ficar c/ os filhos, à disposição deles, age como se eu não existisse, ou melhor, tudo é no seu devido dia, tudo está programado, isso dura anos. Tentei falar diversas vezes com ele sobre minhas vontades em outros dias da semana, que eu estou necessitando dele, que sinto sua falta, que preciso me realizar como mulher e a resposta foi: vc deveria dar graças a Deus, por ser toda semana, mas se vc está insatisfeita procure outro marido, pois não vou me submeter a tomar medicamentos p/ lhe satisfazer, já não tenho idade para muito sexo. Idade 52 anos.
    Ana isso tem a ver com o complexo de édipo? Ou seja a frustação dos relacionamentos anteriores se resultarem em separação? Sei que a mãe sempre o protegeu, apesar de seus erros (traição)e o pai o via como ovelha negra da família.

  13. Oi Andreia!

    Então, não tenho como saber de onde é isso, ou o que na história do seu marido formou sua personalidade…
    Mas realmente, entendo sua insatisfação com uma relação com hora marcada… as necessidades aparecem sem seguir uma agenda!

    Um grande abraço!

  14. Nathielly

    Olá Ana,
    desde que tive uma aula sobre esse assunto na faculdade, comecei a reparar mais na relação que meu namorado tem com a mãe. Os pais dele são separados, e quando estavam juntos não dormiam na mesma cama, o marido sempre foi submisso à ela. Quando brigavam meu namorado nunca tentava entender os motivos do pai, a mãe estava sempre certa. Hoje moram só os dois na mesma casa, mãe e filho.
    A coisa começou a me chamar atenção quando percebi quando meu namorado e a mãe se beijam na boca. Ele tem 20 anos de idade. Isso acontece na minha frente, na frente de todo mundo. Ela se troca na frente dele, fica nua, ele entra no banheiro quando ela ta tomando banho na boa. O que me irrita é que depois ele vem me beijar. Nunca esqueço do dia que viajei com eles, dormimos no mesmo quarto, cada um em uma cama. Antes de deitar na cama, ele foi dar boa noite pra mãe com beijo (mas não é só um selinho, as vezes 2, 3), e depois ele veio na minha cama pra me dar beijo tbm, virei o rosto. Me senti enojada.
    As vezes eu o chamo pra sair, ele pergunta se pode ser mais a noite pq queria ficar com a mãe, pq faz tempo que eles não ficam juntos, e pq ele não quer deixa-la sozinha. Detalhe que ela tem um namorado bem mais novo que ela..ela não vai ficar sozinha. E ele tbm sempre fala que ela ta triste, pq ela tem depressão (ou não). Bom, mas deixa de fazer as coisas comigo pra não deixar a mãe “sozinha”. Gostaria de tentar entender o que é esse “ficar junto” deles, mas tudo bem.
    O problema é que quando ele sai comigo, ela liga milhares de vezes perguntando onde ele ta, o que ta fazendo, se meus pais estão em casa, que horas volta, como, etc. E se ela tiver atacada e quiser ficar com o filho, ela vai buscar ele no inferno. Passei por vários momentos constrangedores por causa disso, de estar em um lugar com ele, principalmente quando estamos com a minha familia, ela liga soltando fogo e falando pra passar o endereço que ela ta vindo. Me sinto uma rival, parece que tenho que ficar disputando atenção dele o tempo todo, mas na minha frente ela é toda simpática. Mas ele faz tudo com o maior prazer pra ela, não reclama, não bate o pé. Ele briga comigo por não entender que ele tbm tem que ficar com ela.
    O problema é que não tenho como conversar disso com ele, já estamos há 3 anos juntos e a situação ta ficando cada vez pior, já tentei conversar com ele, mas ele entende como se eu quisesse separa-lo da mãe.
    Gostaria de ajuda pois não sei o que fazer, não sei se eu que impliquei demais com ela e até que ponto essa intimidade deles é normal..
    A situação está dificil e estamos brigando direto.
    Obrigada

  15. adriane

    boa noite, hoje resolvi ler estas materias sobre esta doença;

    estou com meu marido a 10 anos, e ele tem um filho do primeiro casamento, nos finais de semana o filho dele vem para nossa casa, e os dois dormem agarradinhos, se o menino estiver de ferias eles passam todos os dias agarradinhos, e meu marido esquece de mim. e o pior o menino não deixa ele me abraçar e estes dias ficou gritando que estava com nojo do meu marido pois ele a noite passou pra nossa cama. enfim, fico assustada com as reações entre os dois, eles tomam banho juntos, o meu marido é um otimo pai, mas acho que o filho dele esta confndindo tudo. me ajude por favor, estou ate pensando em me separar.

  16. Graziella

    Bom dia Ana!
    Li sobre sua “matéria” e achei muito interessante.
    Tenho este complexo de édipo, minha mãe separou do meu pai, eu tinha 10 meses e desde então, ela namorou alguns, mas nada sério, que eu pudesse considerar pelo menos meu pai “de criação”.
    Hoje, tenho um namorado ótimo, o qual amo muito, porém percebo que em alguns momentos eu fico “estranha” com ele, sem nem saber o porque. PArece que quero fugir daquela situação, já cheguei até a terminar com ele, porem voltamos.
    Isto tem cura?
    Por favor, me ajude, não aguento mais viver nesta situação.

  17. Olá Graziella,

    Procure um terapeuta, pode te fazer bem.

    Um abraço

  18. Ingrid

    Olá, o meu namorado me chama de “mãe” e chama a mãe dele de “amor”. Minha professora de Teoria Psicanalista falou que isso é um complexo de Édipo mal resolvido. Queria saber quais as consequências do complexo de Édipo mal resolvida. ps.: eu sou a primeira namorada dele.

    Obrigada.

  19. As consequências? São variadas, e depende sempre de caso, não podemos generalizar.
    Talvez a mais comum seja o homem que não consegue priorizar a esposa. Quando nos casamos deixamos de ficar somente no papel de filho e criamos uma nova família. No caso de um vínculo forte demais com a mãe, a esposa ou namorada pode entrar numa espécie de lugar reservado para as amantes: ficam com o tempo que sobra, não são muito assumida…

  20. Raquel

    Ola Ana!
    Estou numa relacionamento a 2 anos na qual ele ja teve panico e do panico desencadeou o toc, ele mora no mesmo terreno da mãe, tem q ficar na casa de praia da mãe, a prioridade da vida dele é a mãe. Sei que amor de mãe é incondicional mas não é o caso, é doentia, se eu falo mal dela ele quase surta literalmente, ele toma medicamento p o panico mas não faz terapia porque diz não precisar, mas ele jamais pensa em ter a familia dele, porque a familia dele é a familia que os pais construíram. Os pais se separaram ele deveria ter uns 25anos, hoje ele esta com 32 anos. Ja terminei com ele por diversar vezes, pois ele me deixa onde tiver que deixar para estar com a mãe. Mas ele não admite tratamento pq acha isso normal. Ele mamou no peito até os 7 anos, chorava na saída da escola se não enxergava a mãe dele, teve outro relacionamento que finalizou pelo mesmo motivo, sendo que para a mãe dele a unica mulher que pode amar ele é ela, e a mesma não se da com nenhuma nora isso da parte dele pq ele tem mais um casal de irmãos. O que posso fazer e como fazer para ele perceber isso e se tratar? Estou apavorada, pois ninguém quer se indispor com ele por isso.
    Desde já muito obrigada.

  21. Oi Raquel,

    Mas será que ele quer perceber?

    bjs

  22. Silvana

    Olá!

    Gostaria de pedir uma orientação sobre o meu caso. Meu filho, de 13 anos foi criado penas por mim desde o seu nascimento, nunca conheceu o pai. Quando ele tinha 5 anos, conheci uma pessoa com quem vim a me casar 4 anos depois, e meu filho nunca teve problemas com esse companheiro. Porém vivi uma relação muito vazia e sem carinho por parte do meu marido, me sentia muito desprezada por ele, que a pesar da falta de afeto comigo, se dava muito bem com meu filho. Depois de 7 anos e relacionamento com meu primeiro marido, resolvi me separar, justamente por me sentir incompleta ao seu lado. Não tive muitos problemas nesta separação e hoje somos grandes amigos. Depois de algum tempo, conheci meu atual companheiro e me sinto completa ao seu lado. Ele é carinhosos e coloca meus filhos acima de tudo. Mesmo sendo uma ótima pessoa, meu filho começou a apresentar sintomas de ciúmes e ódio do meu marido, sem nenhum motivo nítido. Começou a frequentar a casa da minha mãe e só fica em casa quando eu o obrigo. Meu marido faz tudo para agradá-lo, mas é inútil, ele o despreza e fica furioso quando meu marido se aproxima de mim, ar um beijo na frete dele, nem pensar, é motivo para ele se trancar no quarto o resto do dia. E nos últimos dias, ele tem apresentado um comportamento muito violento, e muitas vezes, sintomas claros de depressão.
    Peço que me oriente sobre como proceder neste caso, pois estou desesperada.

    Obrigada!

  23. Oi Silvana,

    parece que antes de tudo vc precisaria conversar com o seu filho para saber o que realmente está incomodando. Pode ser ciumes, mas tb pode ser outras coisas. Talvez ele precise de um acompanhamento terapêutico.

    Um abraço

  24. Ana Carla

    Não estou desfazendo dos tratamentos e/ou do profissionalismo de nenhum psicólogo, terapeuta ou psiquiatra, mas por experiência própria eu digo: se você tiver um companheiro com essas características de possível “complexo de édipo” ou qualquer forma estranha de relacionamento com a mãe: CAIA FORA. A terapia não vai ajudar, o psiquiatra não vai ajudar, os remédios menos ainda. Não sofram por algo que não é de vocês! Você não precisa passar por isso. Se passar é porque quer, então depois não reclame. Fica a dica.

  25. Isso poderia acontecer com uma pessoa que teve um pai ausente na infância, e aos 19 anos teve um pai de criação até a vida adulta?

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