A importância do amor nos casamentos para o desenvolvimento psicológico do bebê.

Oct 7, 2009 by

Mãe e filho: uma simbiose com prazo de validade!

Uma vez, enquanto fazia um curso sobre desenvolvimento infantil ouvi a seguinte frase que me marcou muito e que não posso discordar: “O que um pai pode fazer de melhor pelo seu filho é a amar a mãe dele”.

Toda mulher que já teve filhos sabe a importância da companhia, do suporte e do amor de seu parceiro quando um novo ser entra na relação marital. Aquilo que antes era composto por 2 agora tem 3. E esse terceiro precisa ser a prioridade no início de sua vida.

É completamente natural que a mãe se ligue ao filho de forma bem intensa no começo da vida do bebê e o pai fique um pouco de lado. Esse ficar de lado no entanto não significa que ele não possa e não vá interferir no desenvolvimento de seu filho. Nessa hora o que o pai pode fazer de melhor por sua família é dar suporte a sua esposa, para que ela tenha a tranquilidade necessária em seu relacionamento com o bebê.

Quando o casamento desses pais é saudável a mãe vai dando ao bebê o espaço necessário para que ele desenvolva sua autonomia e o pai – que sempre esteve por perto – entra novamente na relação. Nessa fase é importante para o bebê que ele perceba que sua mãe tem outras necessidades e papéis – profissional, esposa, social, etc. – além do ser mãe. Isso dá ao bebê o espaço que ele precisa para desenvolver sua autonomia. Se a mãe tiver a tranquilidade de assumir seus outros papéis e voltar ao bebê ele vai perceber que ela vai mas volta. E aí ele se percebe como um ser independente de sua mãe e aprende a lidar com questões relativas a frustração.

Quando a mãe tem carências essenciais em outros papéis de sua vida é muito comum que ela se agarre ao papel de mãe por se sentirem amadas, reconhecidas e poderosas nesse papel. O filho acaba dando a ela um sentido na vida.

Quando o casamento não vai bem a mãe pode ligar-se a esse filho de forma intensa. O filho acaba por ter uma responsabilidade muito grande cedo na vida: preencher as necessidades afetivas da mãe. Ter a mãe para si também é muito sedutor para a criança. Mas a separação é necessária para o bom continuamento do desenvolvimento psicológico e afetivo do bebê.

A separação causa muita angústia tanto na mãe quanto no filho. O bebê pode sentir-se rejeitado e a mãe teme que o filho não precisará mais dela. A perpetuação dessa relação simbiótica não ensinará ao bebê  como ser independente. E ele perderá muitas coisas na vida, como a chance de ter um pai – não falo aqui no aspecto concreto mas sim no afetivo – a chance de relacionar-se de maneira saudável com outras pessoas e, principalmente, perde a chance ser independente. Podemos ter um adulto infantilizado, que espera que as coisas sejam dadas a ele e que não toma responsabilidade por sua própria vida.

Quando o casamento desses pais vai bem o próprio pai pode suprir as carências afetivas da mãe e o bebê terá a oportunidade de seguir seu desenvolvimento normalmente.

No próximo post seguirei falando sobre a importância de se ter um casamento bem estabelecido para a continuidade do crescimento dos filhos.

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