O caso Nardoni

Mar 22, 2010 by

Nínguem se esquece do que aconteceu com a menina Isabela Nardoni, supostamente morta por sua madrasta e seu próprio pai. Hoje começou o julgamento do caso, e como tenho falado bastante de questões entre pais e filhos, gostaria de explicar – ou pelo menos tentar – como acredito que tenha se dado essa história.

O infanticidio é mais comum do que imaginamos. Histórias de pais e cuidadores que maltratam seus filhos são muito comuns. Acabamos não sabendo tanto por dois motivos: o crime contra crianças é muito fácil de ser dissimulado. Criança nenhuma vai atrás sozinha de cuidados médicos, ou vai denunciar uma agressão, por motivos simples: primeiro por não saberem, segundo porque por pior que sejam esses pais, isso provavelmente seja tudo que essa criança tenha. A criança por vezes nem tem o discernimento que o abuso ou a agressão que sofre é algo errado.

O segundo motivo é que quando alguma suspeita de agressão é levantada, facilmente existem justificativas: “ah, ele caiu…”. E todos nós morremos de medo de nos intrometer nas questões alheias. A medida que você se envolve, cria responsabilidade para si.

No caso da menina Isabela, não vejo possibilidade de inocência do pai e da madrasta. Alguém matou essa menina, a defesa trabalha com a hipótese de um terceiro elemento ter invadido o apartamento, matado a garota, cortado a grade de proteção, jogado Isabela pela janela e tudo isso sem ter sido visto e sem ter deixado quaisquer pistas. Só um LOUCO faria isso. Escolher uma menina aleatoriamente para matá-la. E um louco não tem condições de cometer esse crime sem deixar vestígios, já que seu psiquismo está comprometido. A não ser que fosse um serial killer,  mas nesses dois anos nada se soube sobre outro caso semelhante.

Algumas pessoas – entre as quais, acredito se encontrar Ana Carolina Jatobá – são suscetíveis à eclipses de consciência em momentos de estresse muito grande. É como se o ego fosse para o espaço, e todas as regras e normas sociais vão junto.  A mente é tomada pela emoção, que nesse caso é a raiva, o ódio, enfim… emoções que despertam comportamentos agressivos! E em um momento de descontrole coisas terríveis são feitas, eliciadas pelos motivos mais banais… como um choro ou uma birra de criança…

O pai, Alexandre Nardoni, já deu várias demonstrações de como sua esposa tem uma valência enorme para ele. É como se essa mulher fosse tudo na vida dele, a peça mais importante. E naquele momento, vendo que sua esposa estrangulou Isabela, tentou proteger sua esposa, e acabou se envolvendo no crime. Estão nisso juntos, não sei se por amor, ou por auto-proteção.

Vendo tudo isso, penso como a humanidade é feita de extremos. O homem é capaz de fazer coisas divinas como a arte, a música, as melhores elaborações filosóficas e tantas outras coisas como também é capaz de matar, agredir, violentar coisas e pessoas. É como se a luz e a escuridão vivessem dentro de nós. E se temos alguma responsabilidade nisso tudo é trabalhar para nos aproximarmos cada dia mais dessa iluminação. É buscar a consciência. E auxiliar nossos semelhantes a buscarem isso também.

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Comentários

  1. josé da conceição

    Em primeiro lugar, não precisa ser um Juiz, Promotor, Delegado ou 15 peritos para saber que ouve muitos erros no caso Isabella, muitos menos morar em São Paulo.

    O caso foi muito divulgado na mídia e a mídia mostrou que o casal nardoni duas horas antes do acontecido andava normalmente no supermercado sem está bêbado e nem drogado “consta nos laudos”. -

    O casal nardoni chegou na garage do prédio 23:36 com as três crianças dormindo, Ana Carolina pediu para Alexandre nardoni que leva-se logo a Isabella e Ana ficou no carro, ele levou nos braços e a deitou, até ai tudo normal mais ao sair deve ter batido a porta do apartamento que acordou e ela disse “papai, papai para, para” Isso ele não ouviu, mais os vizinhos ouviram. Então nesse período que ele desse, ela encontra-se desesperada atrás de sair de qualquer forma do apartamento e corre até as gavetas e pega um faca tenta abrir a porta mais não conseguio deve ter se cortado nas mãos e pegou uma tesoura para terminar mesmo assim o buraco ficou pequeno, mais deu para ela tentar sair, mais quando saiu ela caiu nisso as marcas dos dedos na pareidé.
    Quando ela caio bateu numa palmeira que tem uma espada bem na ponta que é dura e triangular que deve ter furado a testa da criança tem folhas que são duras que deve ter apertado a sua garganta mais mesmo assim ela ainda estava viva, o pai desse ver a filha e é impedido de tocar ,a mãe chegou também não socorreu a nenina?

    Minhas duvída

    *porque o luminol ,foi só do carro até o apt? Já que limparam, porque eles não limparam tudo?
    *porque aconteceu tudo no apt, e nada na queda de seis andares?
    *porque não foi usado a palmeira no jugamento?
    *porque a camisa foi entregada com nove dias, para os perítos?
    *porque foi descartado acidente doméstico?

    (TENHO PENA DESSE POVO QUE HOJE PEDE JUSTIÇA, UM DIA VAI PRECISAR DE UM ADVOGADO PARA SE LIVRA DA FÚRIA DO ESTADO)DR ROBERTO PODVAL.

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