Psicose

Apr 2, 2010 by

Na clínica, de vez enquando, aparece um caso de psicose. As psicoses podem ser bem diferentes entre si, e o que elas tem essencialmente em comum é a perda da percepção do real. Alucinações, delírios, paranóia, por aí vai…

E não adianta querer convencer um psicótico por argumentos racionais, o que ele experimenta é muito real, por mais que não seja.

É como se as barreiras entre o eu e o mundo ficassem misturadas, e o imaginário é visto como um elemento do mundo externo.

Uma pessoa comum pode ter traços psicóticos e passar por uma situação ou outra desse tipo durante a vida, mas isso não faz dela uma psicótica necessariamente. Sabemos hoje que até o café em excesso produz alucinações auditivas. É preciso avaliar de que forma e com qual persistência esses sintomas agem na vida do sujeito, assim como sua capacidade de se adaptar aos padrões sociais de comportamento.

Um certo grau de desprendimento da realidade todos nós temos. Quando por exemplo alguém vê duas pessoas conversando num canto e rindo, e acha que elas estão rindo dele. Ou mesmo quando estamos apaixonados, e não enxergamos muito bem quem é esse nosso objeto de amor. Mas isso é bem diferente de ver vultos vindo te estrangular até que você perca a consciência, ou sentir seu corpo levitar ou se fundir com o ambiente.

O melhor tratamento no caso das psicoses sempre deve ser feito com psiquiatra e com psicoterapia, e dependendo do quadro internações são recomendadas.

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