Psicologia, marketing e propaganda.

May 25, 2010 by

Quando falamos em psicologia, a primeira coisa que nos vem a cabeça é a idéia de psicoterapia. Mas a psicologia vai muito além de sua função terapêutica. Ela pode ser aplicada em praticamente tudo o que esteja relacionado ao ser humano e ao seu comportamento, e hoje gostaria de falar um pouco sobre o casamento entre a psicologia, o marketing e a propaganda.

Bem, quando analisamos qual é a função do marketing, sabemos que tem a ver com mercado. Compra e Venda. E nesse caso a psicologia trabalha para melhorar as vendas de determinado produto. Com isso, pesquisa-se o que motiva os consumidores a adquirir determinado produto. Em se tratando da propaganda, o foco é mais amplo do que a venda. Propaganda é a arte de apresentar produtos, estabelecer necessidades de consumo, consolidar marcas. E esses objetivos podem ser a longo prazo. A psicologia nesses casos pode ajudar a entender quais são os valores de determinada população, o que eles buscam em marcas e produtos, quais elementos podem agregar valor à determinada empresa, etc..

Vamos pegar um exemplo para fazer um teste: seguro de vida. Quem seriam os clientes em potencial para esse produto? Provavelmente as pessoas que têm família, filhos ainda dependentes, e por aí vai. Digitem no google “seguro de vida” e vão para a parte de imagens. O que vocês encontrarão lá são propagandas que apelam justamente ao bem estar da família. Famílias felizes, se abraçando num campo verde.

Outro exemplo: cerveja. Praticamente todos os comerciais associam cerveja à festas, diversão, mulheres bonitas, praia, sol…

Mais um, só para nos divertirmos: fraldas descartáveis. Bebês limpinhos e confortáveis. Porque esse valor é mais importante para as mães (as reais consumidoras do produto) do que tentar vendê-lo como uma alternativa à fralda de pano, muito mais trabalhosa. Inclusive li esses tempos atrás (não me lembro onde, então perdoem a falta de referência) que quando as fraldas descartáveis foram lançadas no mercado o apelo era dirigido justamente à praticidade que seria para a mãe. Esse apelo não teve tanto resultado nas vendas. Fizeram pesquisas de comportamento de consumo com mães e entenderam que o apelo que teria mais valência era justamente o conforto e bem estar de seu bebê. Mudando o foco nas propagandas, as vendas dispararam.

Acho o tema bem interessante, mas a idéia aqui no terapia em dia é dar apenas uma pincelada. Quem se interessar mais pesquise na internet sobre o assunto.

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