Empatia

Jun 21, 2010 by

O que significa ser empático?

Bem, existem várias explicações por aí, e todas dizem sobre a capacidade de alguém se por na pele do outro. Sentir o que o outro sente, colocar-se no lugar de uma pessoa, e por aí vai.

De um modo geral, atribuímos a empatia ao feminino. Isso não significa que os homens não possam ser empáticos, apenas que essa característica é mais comum entre as mulheres.

Desde bem novos, as meninas já são mais interessadas nas complicadas dinâmicas sociais. Desejam saber do outro, sobre seus relacionamentos, sobre seus sentimentos e emoções.

É claro que os modelos de comportamento social estimulam essa forma de agir nas mulheres, mas isso também tem uma carga genética, necessária à manutenção da espécie. Normalmente a mulher é a maior responsável pelo cuidado com os filhos, e para cuidar bem é preciso entender quais são as necessidades do outro. Meninas com 1 dia de vida já se interessam mais por faces humanas do que os meninos.

Na revista mente e cerébro edição especial n. 18 encontramos um artigo sobre os arquétipos constelados na maternidade. Nesse artigo, existe o resultado de um estudo que tenta explicar as bases neurológicas da empatia em nosso corpo. “[...] Tânia Singer, do University College de Londres maltratou 16 jovens casais com leves impulsos elétricos. Enquanto os casais recebiam alternadamente pequenos choques na mão, a pesquisadora media num tomógrafo a atividade no cérebro das mulheres. A simples observação do sofrimento da pessoa amada ativava no cérebro feminino as mesmas áreas de percepção acionadas quando elas próprias sentem dor. Apenas as regiões do cérebro que auxiliam na avaliação do local e da intensidade do estímulo permaneceram inativas durante a observação.[...]“

A empatia é muito necessária no estabelecimento de boas relações, sejam elas profissionais, amorosas, de amizade, familiares, etc.. Faz com que você tenha a percepção daquilo que muitas vezes nem precisa ser dito. Vejo em minha prática que as mulheres se queixam da falta de empatia masculina, mas devemos aprender a lidar com isso.

A empatia pode ser problema quando nos colocamos demais no lugar do outro, e nosso próprio assento fica vazio. As vezes brinco com minhas pacientes que tendem a olhar mais o outro do que si com a seguinte frase:  “E se você fosse você mesma?”

Um beijo, e novos posts estão no forno prontinhos para sair!!!!

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Comentários

  1. Oi Ana Luisa

    Empatia é um ingrediente básico ára se entender o outro. Em se tratando de terapeutas ela é imprecindível. Os pacientes lucram muito mais quando se consegue vê-los em toda sua plenitude, de serem totalmente compreendidos.Ver com o os olhos do outro, mas nunca deixar nosso olhar de lado, como você diz “deixar nosso assento vazio”.
    Parabéns pelo excelente post.
    Ana, moro em LOndrina , PR também como você.
    Já coloquei seu blog na lista de favoritos , um beijão.

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