A crise da meia idade

Jul 5, 2010 by

Sempre ouvimos falar da “crise da meia idade”. Algo que assombra aqueles indivíduos na transição entre a idade adulta e a terceira idade… para alguns, ela vem mais cedo. Para outros, vem mais tarde. Seja como for, esta ligada a perda concretas – como a saída dos filhos de casa, separação conjugal, aposentadoria, saúde, etc. – como também à perdas mais simbólicas – juventude, potencialidade, beleza possibilidades e a mais séria: perda da identidade.

Já não somos mais aquilo que pensávamos ser. Na idade adulta nos agarramos muito aos papéis sociais que nos esforçamos tanto para conseguir – mãe, pai, advogado, psicóloga, diretor, mulherão, e por aí vai. Quando não podemos basear nossa identidade nesses papéis, a crise do “quem sou eu?” “qual é o sentido da vida?” começa.

É uma crise que nos conduz em direção a espiritualidade e a um senso de self mais verdadeiro que o anterior. Como toda crise, existe sofrimento aí… quase como um perder o chão. Mas o que perdemos realmente é a nossa persona. E está tudo bem em perdê-la. Já não nos serve mais. E abrir mão disso nos dá a possibilidade de encontrarmos um “eu” mais individual (mas não individualista).

Essa transição pode ser tão terrível que muitos não se permitem passar por ela. Não enfrentam o processo de envelhecimento, apenas lutam muito para não sair do estágio do adulto. É quase como os adolescentes que temos com 30 anos nos dias de hoje…

A vida tem seu curso natural… e quem se entregar a ele vai sim passar por momentos difíceis. Mas encontra também o tesouro de cada etapa desse curso!

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Comentários

  1. Estive falando sobre isso com meu marido ontem, e vejo que na realidade, o “gostar-se” é a chave para este sentimento amenizar-se. Viver cada idade a seu modo e permitir-se os limites de cada uma, pode trazer mais bem estar para esta vivencia, uma vez que quem tem 30 anos, por exemplo, ao se sentir com 15 ou 18, na verdade está apenas negando a sua propria condição e deixando de explorar o que tem que bom na fase adulta.
    Tenho 32 anos e me aceito muito bem com esta idade, não gostaria de ter outra a não ser esta…e se assim pensasse estaria perdendo apenas tempo..
    Gostei de suas observações, e estou acompanhando seu blog.
    Abraços.
    Rosefly

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