Cleptomania

Jul 6, 2010 by

A atriz Winona Rider, rabino Henry I. Sobel, o estilista Ronaldo Esper, são alguns exemplos públicos de pessoas que sofrem em função da cleptomania. O que difere um cleptomaníaco de um simples ladrão são suas motivações para o roubo e a forma como ele procede. Um ladrão escolhe roubar. Um cleptomaníaco é tomado por um impulso irresistível de roubar. Parece a mesma coisa, mas não é.

O cleptomaníaco rouba coisas sem importância e normalmente de baixo custo. Não é alguém que rouba algo que precise e não tem dinheiro para comprar. Ele não precisaria roubar, ele nem quer roubar, mas não consegue se controlar.

Dentro da psicologia analítica temos a visão de que nessas situações o ego é dominado por um arquétipo inconsciente – e por isso a incapacidade de controlar-se – e que esse arquétipo, mesmo que seja através da doença, tenta equilibrar o psiquismo.

O sintoma é a forma que o arquétipo tem para participar da vida consciente do indivíduo. Se quisermos então eliminar o sintoma, devemos conhecer o conteúdo inconsciente por trás dele, trazê-lo à luz da consciência e integrar esse arquétipo em nossa vida consciente. Assim ele não mais precisará de subterfúgios para ganhar alguma atenção.

Não pensem que o cleptomaníaco é alguém sem moral. Ele tem plena ciência dos efeitos de seu comportamento, apenas não consegue evitá-lo, como qualquer outro tipo de transtorno compulsivo.

E quem sofre desse mal deve procurar ajuda para libertar o “eu” dessa possessão inconsciente, para ter a liberdade de escolher quais atitudes deve ou não tomar em sua vida.

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