Como bebês…

Nov 24, 2010 by

Alguns de nós vivem como grandes bebês. Vivem nesse mundo como se tudo lhe fosse devido. É culpa do governo, do chefe, da empresa, dos pais, do marido… as pessoas não nos dão aquilo que queremos.

Nesse estado infantil não existe gratidão. Tudo é normal, tudo é visto como o mínimo necessário. Ficamos incapacitados de reconhecer aquilo que os outros fazem por nós. Ao invés de agradecer pelo o que temos, reclamamos por aquilo que nos falta.

Para o bebezão não importa o que o outro faça - nunca é o suficiente.

O bebezão não toma responsabilidade por seus desejos, ele exige que o outro o satisfaça. Esse outro é adorado quando sacia as necessidades do grande bebê, mas é odiado quando não consegue.

O que esse grande bebê precisa é aprender a andar com suas próprias pernas, é entrar em uma fase mais desenvolvida de personalidade. Esse adulto infantilizado sofre muito com essa fixação psíquica em uma fase tão dependente de nossas vidas.

Bebê, tá na hora de acordar! Aproveite seu dia, vai te fazer bem!

Comentários

  1. Olá Ana Luisa,

    Descobri seu blog há pouco tempo, via Twitter. Não costumo dar muita atenção às sugestões que o mencionado microblog oferece, mas a mandala como avatar do seu perfil e o nome bem específico (@terapiaemdia) me chamaram a atenção e fui dar uma olhadinha para ver do que se tratava. E qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um dos “blogs psi” que eu mais gostei de ter conhecido! Vou explicar porque. São três motivos principais:

    1- Pelo conteúdo. Montei meu blog há poucos meses com a intenção de fazer exatamente o mesmo que você: textos, artigos e reflexões sobre o psiquismo humano e, ao mesmo tempo, dicas para o dia-a-dia das pessoas. Infelizmente meu blog saiu muito rapidamente desse trilho. A falta de tempo suficiente foi um dos fatores, certamente. Mas por algum motivo outro motivo que me escapa (ainda não parei para pensar e analisar isso… rs), meus posts mudaram de rumo muito rápido. Estou bastante insatisfeito com o conteúdo do meu blog (tem citações – que fogem da área psi – demais e reflexões de menos). Desde que conheci o seu blog, tenho me sentido motivado a retomar minha intenção original para com o meu.

    2- A estética. Eu sou a última pessoa do planeta Terra a julgar algo apenas pela aparência, mas é inevitável não ser influenciado e atingido pelas imagens que nos cercam. O seu blog tem um layout ao mesmo tempo belo, “clean”, simples, profundo, atrativo, aconchegante, leve e acolhedor. Já cansei de abrir blogs por aí e não conseguir sequer ler o post da primeira página, tamanho excesso de gif’s, desenhos, banners e cores berrantes e conflitantes.

    3- Pela abordagem junguiana. Talvez o que mais te surpreenda seja saber que não sou junguiano. Minha abordagem é a Psicanálise clássica, com um certo equilibrio entre as contribuições kleinianas e lacanianas. Ok, agora você já deve estar se perguntando: “então por que raios ele vem me dizer que um dos motivos para o meu blog ter sido um dos que ele mais gostou foi a abordagem junguiana?!?!” E eu respondo: simples. Porque apesar de não trabalhar com Jung, adoro as ideias e, sobretudo, a postura dele diante da vida. Não li muita coisa de sua obra, infelizmente. Mas sou apaixonado pelo “Memórias, Sonhos, Reflexões”. Acho que já li esse livro umas quatro vezes e é justamente o jeito com que Jung se coloca diante da vida, do mundo e do psiquismo humano que tanto em encanta nessa obra. Além disso, uma tia muito querida e com quem troco proveitosas figurinhas, é junguiana. Ou seja, mesmo não trabalhando embasado em Jung, eu não sou desses “psicanalistas-mente-fechada” que são preconceituosos e levianos quanto ao mestre suiço.

    Perdoe-me pelo comentário absurdamente enorme, mas eu precisava compartilhar com vocês os pensamentos e sentimentos que seu blog me evocou. Parabéns pelo seu trabalho. Estarei sempre por aqui, acompanhando seu blog e seu Twitter.

    Grande abraço!

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