Parafilias – as perversões sexuais

Jan 11, 2011 by

Perversão sexual é um termo que gera opiniões divididas quando o assunto é sexualidade. Antigamente por exemplo o sexo oral, a homossexualidade e o sexo anal eram considerados perversões, e hoje o entendimento é outro.

As parafilias são substituições do coito sexual para se chegar ao prazer. O coito por vezes deixa de ser o principal em uma relação sexual e o prazer só é atingido de alguma outra forma. Como exemplo temos o sadismo, o masoquismo, fetiches por objetos, exibicionismo, voyerismo, etc.. No final do texto colocarei uma lista com algumas parafilias descritas.

A medida que a variação do comportamento sexual é mais aceita fica complicado entrar no mérito da “normalidade” das possíveis configurações sexuais. Mas acredito que alguns pontos podem ser levantados sobre o assunto para discernir o “normal” e aceitável do “anormal” e digno de tratamento.

- Toda parafilia cometida sem o consentimento do outro – estupro, voyerismo, pedofilia, necrofilia, e assim por diante não pode ser considerado um comportamento sexual aceitável.

- Toda parafilia que se torna compulsiva, a pessoa não consegue deixar de atuar daquela forma e está sempre procurando meio de repetir esse comportamento. Seria como um vício e merece tratamento.

- A parafilia ritualizada, em que o indivíduo não consegue chegar ao prazer a não ser através dela, deve receber uma atenção e até mesmo um tratamento terapêutico, justamente por seu caráter rígido e limitador do comportamento sexual.

Muitas parafilias são consideradas crimes. O fato de um individuo ser parafílico não o torna um criminoso. O que o torna são seus atos, e não seu apetite. Outras não são consideradas crimes, mas ainda assim podem trazer prejuízos na saúde e na vida social da pessoa. E mais que isso: aprisioná-la em um desejo compulsivo, onde não somos mais do que escravos dominados pela urgência de nossos impulsos.

Agalmatofilia: atração por estátuas.

Agorafilia: atração por copular em lugares ao ar livre.

Aiquemofilia: Prazer pelo uso de objetos pontudos e cortantes.

Asfixiofilia: (asfixia autoerótica): prazer pela redução de oxigênio.

Bondage: consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida.

Coprofagia: prazer na ingestão de fezes.

Dendrofilia: atração sexual por plantas.

Exibicionismo: excitação sexual em exibir seus órgãos genitais à terceiros, especialmente de surpresa.

Hebefilia: atração sexual por jovens púberes.

Masoquismo: excitação sexual pela dor ou humilhação.

Nanofilia: atração por anões.

Pedofilia: desejo sexual por crianças.

Trampling: excitação por ser pisado por outra pessoa.

Tricolofia: atração por cabelos.

Urofilia: parafilia que envolve o ato de urinar no parceiro durante a relação.

Voyerismo: prazer em observar, especialmente sem ser visto.

Zoofilia: atração sexual por animais.

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Comentários

  1. Muito bom post.
    Faltou elencar a perversão sexuais mais estranha de todas: a abstinência =)

  2. Clay

    eu sofro dessa daí! hehe

  3. Thamires Monjardim

    Eu tenho mais de 50% dessa lista.

  4. Thata

    Bom dia, Ana!

    Li um artigo na Psychology Today, em que o autor, afirma NÃO ver qualquer problema quando – pressupondo-se um casal heterossexual – o homem SOMENTE consegue se excitar assistindo a vídeos pornográficos, e NECESSITA disso INCLUSIVE para ter relações sexuais com a esposa.

    “If men, especially older men, feel a need to view porn to become sufficiently aroused to enjoy partner sex, it may not be fine with their lovers, but it’s fine with me.”

    http://www.psychologytoday.com/blog/all-about-sex/201210/his-porn-her-pain

    Gostaria de saber qual sua visão sobre esse ponto específico.

    Abraços

  5. Olá!
    Você gostaria de minha visão em que sentido? Se isso é um problema ou não?
    Se for essa sua pergunta, acho que isso pode ser um problema para a parceira, por inferir a partir disso que não é uma mulher desejável.
    Acho que pode ser problemático para esse homem também, pois a pornografia se torna necessária, ao invés de facultativa.
    Mas no fim das contas é um problema mínimo, concorda?

  6. Thata

    Olá, Ana Luisa!

    Quanto ao “tamanho” do problema (sem qualquer trocadilho), discordo – que dizer, acho um problema sério, porque entendo que qualquer RELAÇÃO sexual (quando estímulo/ prazer sexual envolve apenas a própria pessoa não se trata de “relação” propriamente) tem caráter de relação, ou seja, de relação social.

    Nesse sentido, é completamente diferente: “ter relação sexual” com alguém, e “se masturbar” utilizando o corpo de alguém. Porque a relação, é claro, envolve a consideração do/a parceiro/a, suas reações, compartilhamento de gostos, desejos e práticas.

    Concluindo, penso que o senhor em questão, longe de ter RELAÇÃO sexual com ela, se MASTURBA com o corpo dela (sem se excitar a partir deste corpo/pessoa).

  7. Thata

    Não especifiquei, mas perguntei no sentido psicológico mesmo: quanto ao limite – que a meu ver está bastante obscurecido – entre relacionar-se com a pessoa concreta com quem se está junto (seja qual for a relação), ao invés de com as próprias projeções mentais/emocionais.

    Pelo que conheço de psicologia, existe (pelo menos algum) problema quando a pessoa se relaciona mais com a própria fantasia do que com as pessoas reais que estão a seu lado(exemplo: pessoa em luto que “se relaciona” mais com a/o falecida/o que mora em suas projeções do que com as pessoas vivas).

    Quanto às parafilias, não vejo problema quanto à prática sexual em si, quando fantasias, realizadas entre duas ou mais pessoas (vivas), são compartilhadas (pressupondo, claro, pessoas maiores e capazes). Por outro lado, certamente indica algo sobre como a sexualidade é interpretada e vivida nessa cultura.

    No caso que lhe relatei (link), chamou-me a atenção tal avaliação, por parte de um profissional de Psicologia, sobre uma relação em que inexiste compartilhamento sexual. Em um segundo momento – desconsiderando que o comentário foi feito por um psicólogo – no mínimo faltou empatia: evidente que o autor não vê problema porque não é ele quem está naquela relação sexual com aquela pessoa: se fosse a esposa dele necessitando visualizar imagens pornográficas de outros homens como CONDIÇÃO para se relacionar sexualmente com ele, duvido que ele não encararia como problema.

    Então, neste caso, pressupondo um casal heterossexual monogâmico não jovem (num contexto que me parece cada vez mais comum: falta de intimidade sexual, modelos de corpos “desejáveis” cada vez mais distantes das pessoas comuns – principalmente para mulheres, exaltação da juventude eterna e falta de abordagem mais profunda dessas questões):
    - se a esposa só se relaciona sexualmente com o esposo e este não se excita na relação com ela, então ela muito provavelmente se sentirá uma mulher não desejável (entendo que aí cabe a ela procurar outras soluções para sua insatisfação, já que o fato “originador” não depende das ações dela);
    - quanto ao esposo, concordo com o caráter problemático da dependência, conforme você colocou.

    No SENTIDO PSICOLÓGICO, uma questão permanece: por um lado, há consenso sobre a necessidade de “regar” as relações pessoais (quaisquer tipos) para que floresçam; por outro lado, parece-me que quando chegamos à questão das relações sexuais, de repente desaparece tudo isso, relegando o sexo a um esquema “estímulo-resposta” (isto é, o que funcionar, vale – funcionar para ereção-orgasmo, no que a relação sexual se resume atualmente na maioria dos discursos). Vale, por exemplo, eximir-se de desenvolver a própria sexualidade COM a/o(s) parceira/o(s) reais.

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