Sobre o amor… erótico – Os opostos se atraem?

Sep 17, 2009 by

The-Kiss-by-Picasso

Existem várias formas de amar, e gostaria de começar pelo amor erótico adulto – ou seja – o amor que tem todas as características esperadas em um relacionamento afetivo: fidelidade, entrega, intimidade, carinho, companheirismo, respeito, etc., e uma das mais importantes, que é o desejo.

Quando nos apaixonamos estão envolvidos vários fatores que fazem parte de nossa escolha. Muitos desses fatores nós reconhecemos e temos consciência de quais são. Pode ter sido a aparência do escolhido,  sua inteligência, seu humor,  a afinidade de interesses que tem com você, e tantos outros mais.

Outros fatores nós não estamos tão conscientes assim. Por vezes aquilo que racionalmente encaramos como um defeito de nosso parceiro é justamente o que nos seduziu ou nos equilibrou inconscientemente.

É bastante comum ouvir que os opostos se atraem. Talvez se atraiam mesmo, até como uma forma de compensação. Podemos imaginar um casal como um sistema que deve se auto-regular e então encontramos pares que são extremamente diferentes entre si e que de alguma forma um precisa do outro para equilibrar aspectos da natureza de cada um que são muito extremas ou unilaterais.

Platão, em “O Banquete” conta sobre o mito do hermafrodita. Homem e mulher constituíam um único ser, completo, satisfeito. Um dia Zeus os separou e assim condenou que cada homem e cada mulher dirigisse suas energias em busca de sua metade durante a vida para que se sentissem inteiros novamente.

Nossa busca pelo outro nos diz muito sobre a perda de nossa inteireza, de nossa unidade e também da  dificuldade em encontrarmos esse algo que no preenche e acabar jogando a responsabilidade na mão do OUTRO. Nada é mais pesado para a vida de um casal de que a frustração por não ter conseguido fazer o outro feliz e vice-versa. Cada qual deve responsabilizar-se pela sua própria felicidade.

Quando pensamos em um casal como um par de opostos é muito importante que esse equilibrio e essa unidade procurada através da relação seja incorporada ou introjetada na personalidade individual de cada um.

Se cada um procurar desenvolver-se pessoalmente dentro da relação – e não através da relação – esse casal tem grandes chances de funcionar pois um serve de apoio para o outro.

Havendo um amadurecimento dessa relação e de cada parceiro o que antes era motivo de disputa e desentendimento transforma-se em integração e equilibrio. Não podemos ter medo de mudar nem de perder a rigidez.

Com o tempo vemos que somos impotentes em mudar o outro, e com a decepção das espectativas que tinhamos em relação ao outro os opostos acabam por se repelir!!!!!!!

A dica que posso dar hoje é que se você percebe em seu parceiro muitos defeitos e espera pela sua mudança é bem provável que ele tenha a mesma visão sobre você. Então ao invés de esperar que ele (ou ela) mude, comece pensando por onde ou o que você poderia mudar sem perder sua individualidade.


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