O Cisne Negro

Feb 28, 2011 by

Para quem ainda não assistiu vou logo avisando: NÃO LEIA esse post. Pode estragar surpresas.

Alguns termos estão grifados em vermelho. Esses termos são conceitos da psicologia analítica e são explicados no final do texto. Quem não tem familiaridade com o significado desses conceitos vale a pena ir até o final do post.

Para quem já assistiu, talvez esse post ajude no entendimento de alguns elementos do filme, afinal ele é um thriller psicológico, dirigido por Darren Aronofsky  e que se utiliza de elementos da psicologia junguiana para dar corpo ao desenvolvimento da personagem principal, a bailarina Nina.

O Cisne Negro levou um oscar merecido ontem, de melhor atriz, para Natalie Portman. Esses tempos li uma entrevista da atriz em que ela diz que fazer esse papel realmente mexeu com ela.

O filme começa com um sonho de Nina (interpretada por Natalie Portman): ela fazia o papel principal no balé “O Lago dos Cisnes”. O sonho tinha um ar sombrio, e lá aparecia Rothbart, um mago que se apresentava como uma ave negra. Talvez um verdadeiro prenúncio psíquico do processo de transformação (individuação*) que a bailarina viveria. No sonho ela é uma mulher que foi transformada em um cisne, e que só o amor do príncipe poderia quebrar esse feitiço. Mas o príncipe se apaixona pelo cisne negro, e então o cisne branco se mata.

E essa acaba sendo a história do filme. Mas o que eu gostaria de colocar aqui é que a beleza dessa história aparece quando vemos seu desenrolar não como algo concreto e externo, mas sim como um processo psicológico que vai se apresentando através de símbolos.

No mesmo dia em que teve o sonho ela vai a companhia de Ballet. No caminho, muito sutilmente, podemos perceber que ela vê um reflexo na janela do metrô de uma forma diferente. Ali ela tem seu primeiro contato com a personagem Lily – sua futura rival e personificação de sua sombra*. Seus reflexos praticamente se confundem.

Nina demonstra um comportamento infantil, inocente, é muito ligada à mãe (e a seus desejos) e perfeccionista. A mãe é superprotetora, uma ex-dançarina que deixou o sonho de tornar-se uma bailarina famosa quando sua filha Nina nasceu. Por aí já percebemos o quanto a personagem principal vive em função dos desejos da mãe. Ela é a representação da busca pela perfeição.

A personagem tem um andar rígido. Ao chegar no ballet fica sabendo que o diretor Thomas (Vincent Cassel) fará uma versão de “O Lago dos Cisnes” e que procura uma bailarina que seja capaz de representar o cisne branco e o cisne negro. Nessa versão ele almeja uma execução visceral.

Nina é uma bailarina com muita técnica, disciplina, mas com pouca espontaneidade e sensualidade. Thomas sabe que ela seria certa para o papel do cisne branco, mas duvida de sua capacidade para fazer o cisne negro, justamente por sua atitude engessada e infantil.

Depois dos testes, a bailarina vai conversar com o diretor, e esse sempre a provoca, inclusive sexualmente, para que sua aluna desenvolva as características que estão em sua sombra – sensualidade, agressividade, espontaneidade – enfim, o lado visceral que Thomas quer apresentar em sua montagem de “O lago dos cisnes”. Nina nessa conversa é beijada “a força” pelo diretor e o morde nos lábios. E é essa atitude que lhe garante o papel principal. É como se nesse momento Thomas tivesse enxergado em Nina um pouco daquilo que ele buscava.

Os ensaios começam. A personagem é pressionada fisicamente e emocionalmente pelo diretor, por sua mãe superprotetora, pelas colegas com inveja e pela presença de sua rival – uma bailarina excitante e visceral – interpretada por Mila Kunis. Em suas costas a pele vai sendo marcada (provavelmente por ela mesma) no lugar do crescimento de suas “futuras asas”. A pele tem toda uma questão com o contato. É um órgão que expressa nossas angústias e transformações.

A personagem de Mila Kunis é aquilo que Nina não é. É a personificação de sua sombra. E é se aproximando dessa rival durante uma noite que Nina vai experimentando a integração de sua sombra. Ela vai se despojando de sua persona* perfeitinha para ser aquilo que é. Rompe com a mãe, transgride o “politicamente correto”, vive sua sexualidade, e vai se tornando uma mulher. Em uma cena as duas bailarinas transam – no delírio de Nina – e simbolicamente esse seria o momento da consumação da integração com a sombra.

Nessa altura do filme a personagem parece estar perdendo sua capacidade de discernir realidade de fantasia. Concretamente seria como se a bailarina estivesse entrando em um quadro psicótico. Simbolicamente sua transformação está a mil, seus aspectos sombrios lhe trazem força, e seu animus* (representado pelo diretor do Ballet) lhe impulsiona para tornar-se inteira.

Durante a noite de estréia Nina vive entre a realidade e a fantasia. Sua execução é perfeita e ousada, é como se encarnasse nos palcos tanto o cisne negro quanto o cisne branco. Em seu delírio seu corpo vai se transformando, adquirindo asas no lugar de braços, penas, olhos, enfim, ela é o cisne. E no final da apresentação, quando o cisne branco sobe as escadas para se matar vemos um disco dourado ao fundo – símbolo do self* – e ali se expressa o momento mais lindo de todos. A morte do ego, o encontro com o self e a percepção da personagem de que sim, ela foi perfeita. Essa morte quando é vista como algo simbólico se torna algo divino, lindo, o próprio amor que salva… ali seu inconsciente se realizou.

A perfeição não está em desempenhar perfeitamente um papel. A perfeição é ser inteiramente aquilo que se é. Lembrem-se: só podemos crescer para o lado que ainda não fomos. Essa é uma história sobre transcender o meramente humano.

O filme trabalha muito com as cores atribuídas ao processo de individuação também: o preto (nigredo) que simboliza o estado de confusão, o branco (albedo) que representa um estado de maior clareza da psique e o vermelho (rubedo) que aparece na cena final, com o sangue da bailarina, que representa o estado de iluminação e realização da psique.

Termos:

* individuação: processo de desenvolvimento psíquico, que diz respeito à integração do consciente com o inconsciente. É quase como se fosse um caminho para a iluminação.

* sombra: personificação de aspectos do psiquismo que são rejeitados pelo indivíduo. É aquilo que somos e que não combina com a persona.

* persona: é a forma como nos apresentamos ao mundo. Podemos dizer que é um personagem, mas nem sempre temos a consciência de que somos mais do que papéis.

* animus: personificação masculina na mulher, faz a ponte entre o ego e o self.

* self: centro organizador da psique, representa a totalidade e a unidade do ser.

Comentários

  1. Olá, Ana! Parabéns pelo post tão bem-feito. Muito interessante pensar o fime de outra perspectiva, já que sempre penso a partir da Psicanálise.
    Também adorei o filme, e também precisei escrever sobre ele.
    Quando puder, leia, se interessar:
    http://significantess.blogspot.com/2011/02/black-swan-cisne-negro.html

    Um beijo!

  2. C

    Tirei o dia d folga mesmo …. Vou assistir esse filme as 2! Depois te conto hehehe obrigada mais uma vez!!!!! Bjo

  3. MARIA CRISTINA RECCO

    OI ANA , CONCORDO COM SUA ANÁLISE, ESSE FILME RETRATA ESSES OPOSTOS QUE SE ENCONTRAM, O MISTÉRIO DA CONJUNÇÃO DE PARTES CONTRÁRIAS DE NOSSA PERRSONALIDADE, QUE SÃO TÃO VIVAS, TÃO COMPLEMENTARES, QUE SE FALÁSSEMOS MAIS SOBRE TUDO O QUE NÃO MOSTRAMOS, NOS VERÍAMOS MAIS COMO IRMÃOS.
    BJ NO CORAÇÃO.
    CRIS RECCO

  4. Marcia Kubaski

    Olá Ana!!! Achei super pertinente a sua análise do filme!!
    É interessante como a personagem vai fazendo a integração de sua sombra e na medida em que realmente se lança com todas as forças, de corpo e alma, ela alcança seu objetivo final: a morte para a vida…
    Bjos!!

  5. uri pellegrini

    Muito bom o texto, nessas horas tenho orgulho de ser psicologo e dividir a profissão com uma pessoa tão brilhante!!

  6. Assisti o filme, e comentei bastante com as pessoas sobre o outro lado do filme – esse lado comportamento e reflexão.
    Muito boa a maneira que você descreveu o filme aqui. Parabéns!

  7. Ludmila Andrade

    Oi Ana!
    Sua análise foi muito interessante,principalmente para quem não tem quase nenhum ou nenhum conhecimento da psicologia analítica,chega até mesmo a instigar conhecer mais sobre o assunto.
    O filme é perfeito,possibilitando também outras visões teóricas.
    Abraços
    Ludmila

  8. Paulo

    olá Ana gostei muito do post, mas quando o vi esperava mais pisicologia, não poderia se aprofundar??

  9. Alan

    AMEI! Descreveu super bem. gostei do blog. começarei a frequentar ! :)

  10. Diane Lima

    Olá, esta de parabéns sua análise
    do filme, adorei!

    Beijos!

  11. 2t

    Excelente análise. O Cisne Negro é um filme para assistir mais de uma vez e sempre que possível perceber um novo detalhe. Ainda só tive uma oportunidade, mas espero o lançamento em bluray para guardar o filme.

    Sou um entusiasta da psicologia e pensava que o roteiro puxava mais coisas de Freud do que Jung (mas o segundo tem muito do primeiro, nnao é?). Até mesmo pela relação conflituosa que Nina tem com a mãe, que a pressiona para realizar o seu próprio sonho. Parabens pelo texto, que acaba dando mais motivos para rever o filme e ter novas conclusões.

  12. Adolfo Ferrari

    Parabéns, Ana.
    Assisti esse filme nesse fds. Achei muito interessante a forma como a personagem interpretada pela Portman, consegue chegar na sua perfeição. O suspiro da vitória de finalmente conseguir libertar o que estava preso dentro dela. Confesso que na cena final, quando ela olha para a platéia com olhos de realizada, arrepiei os braços. rs. Muito boa a análise, Ana. Parabéns novamente. abs.

  13. Amei o seu review sobre o filme, que me abdiquei de escrever sobre minhas impressões em meu blog, dando os devidos créditos, é claro.
    Parabéns!

  14. Lis

    Que ótimo o post! Poucas pessoas têm a sacada profunda sobre o filme, e essa análise foi ótima!

    Keep writing!

  15. Aline

    Nossa. post maravilhoso!!
    Parabéns!

  16. Patricia Monroi

    oi Ana, adorei o texto e os esclarecimento, estou louca para rever, com um olhar mais minucioso, o filme com estas novas informações. Não percebi o self e tive dúvida sobre a morte dela. Eu amei o filme e adoro a Natalie. Parabéns.

  17. alice

    vi um anúncio do FB indicando seu blog e vim parar aqui… gostei

    pra quem não entendeu o filme, tá bem explicadinho

    mas nunca entendi muito bem se naquela noite elas transam ou se ela se masturba pensando na outra (oq acaba tendo o mesmo resultado no processo de transformação)

    mas no dia seguinte a lily diz q ela n estava lá. só que a madeira do quarto havia sido retirada…

  18. O filme é apenas uma repetição monótona de batidos clichês psicanalíticos e cinematográficos já bastante (e melhor) explorados por outras obras, que o diretor usou como inspiração criando uma mal costurada colcha de retalhos. Mas não levem isso muito a sério, é apenas mais uma opinião para contribuir com o debate.

  19. Vaneska Donato

    Boa noite Ana,
    Belíssima interpretação, embora minha orientação seja psicanalítica, você abusou com maestria da simbologia Junguiana e dentro desta perpectiva foi significante observar o processo de individuação.

    Parabéns

  20. Yram Miranda

    Olá Ana! Adorei sua análise crítica do filme. Fiquei encatada e envolvida com o filme, por sua sutileza de detalhes e visão analítica. Parabéns pelos comentários! Foram bem esclarecedores!

  21. Anabel Favilla

    Sua análise foi muito esclarecedora. O filme foi um dos melhores dos últimos anos, ficarei com a marcante interpretação da N. Portman na memória por um bom tempo, principalmente por ser instigante. Destaco o ator V, Cassel tb, perturbador e fundamental para o contexto. Brilhante!

  22. Ana, Esse filme mexeu comigo … Seu post está de parabéns…

    bjs.

  23. Só uma correção de enredo; não acontece tudo isso no sonho de Nina, no começo do filme. No sonho dela só se passa o prologo da peça, onde Rothbart encontra-se com Odette (O cisne branco) e a transforma em cisne, depois disso ela sai voando e Nina acorda.

    Parabéns pelo trabalho.

  24. Glaucia Werner

    Adorei essa análise do filme…vendo por esse ponto o filme fica ainda mais perfeito!! Muito muito bom!
    Parabéns! Bjos

  25. Adorei a forma como explicou. Foi essa a interpretação que fiz do filme mas não sabia como explicar de forma tão clara para os meus amigos, principalmente para os que não gostaram do final do filme, que eu amei!!!

    Como não sou da área,não sabia como explicar o que senti de forma tão clara então agora tenho o seu link para divulgar.

    Parabéns!

  26. Marilia Garcia

    Gostei muito de sua análise, porque se parece muito com a minha, apesar de não ser psicóloga sempre me interessei pela psicologia. Fico aqui pensando como deve ter sido para a atriz Natalie fazer um filme barra como esse, sendo igualmente formada em psicologia pela Universidade de Harvard. Seria uma conversa interessante com Natalie Portman! Beijão.

  27. Oii…
    achei sua postagem por acaso, lá no facebook. Parabéns pelo texto, é muito interessante ver “black swan” pela perspectiva que você o vê.
    eu também fiz uma resenha sobre o filme, mas não por uma visão psicológica, até por que eu não entendo do assunto, e sim, elencando elementos do filme ao próprio ballet “O lago dos cisnes”, uma vez que sou bailarina clássica.
    Se te interessar, estou passando o link: http://deliriosdocisne.blogspot.com/2011/02/cisne-negro-morte-libertacao-ou.html

    Beijos

  28. Adorei o texto, já assisti ao filme e é realmente cheio de símbolos.
    Sua resenha é muito esclarecedora.
    Parabéns!

  29. Amanda

    Olá Ana,achei muito interessante a forma como voce
    descreveu o filme.
    O filme tem uma beleza peculiar,interessante.
    Porém devo dizer que o achei totalmente perturbador,saí do cinema me sentindo mal.
    É estranho mais acho que ele surtiu um efeito negativo em mim.

  30. Jaqueline Brisola

    Bem simplista a explicação, mas pra quem não está em contato direto com a psicologia, a explicação é ótima!

  31. Mika

    Eu gostei muito do texto.
    Assisti o filme semana passada e confesso que é bem diferente de tudo que já vi.
    Essa “doidera” por assim dizer de Nina que foi perfeitamente interpretado pela Natalie Portman mexe até com a cabeça da gente enquanto assistimos ao filme, nos pegamos também tentando discernir a realidade da fantasia dela.
    Muitos momentos ali de suspense que até dá aquele friozinho na barriga.
    Mas tenho que dizer que a dança já no fim do filme do cisne negro quando suas asas aparecem mesmo sendo na cabeça dela, foi lindo, magnifico.
    Adorei :D

  32. Valter

    adoro referência à antropologia!

  33. Lucas

    Boa análise.

    Na verdade eu sigo a vertente da teoria comportamental, mas acho besteira se tornar cego à outras abordagens interessantes. Gostei muito do filme e assistirei de novo levando em consideração as coisas que você disse. Bom blog!

  34. Oi, Ana.

    Está sendo um prazer conhecer o seu site. Ótima análise do filme – a primeira que me despertou vontade de assisti-lo. Textos como o seu pulem a obra e os detalhes nos saltam aos olhos.

    Gostaria muito que visitasse o site literário que coordeno e, possuindo material relacionado à literatura, nos enviasse para publicação. Deixei o meu email aqui,

    grande abraço,

  35. Olá, Ana
    Achei muito interessante e completa sua interpretação sobre o “Cisne Negro”. Esse filme é surpreendente e quem foi pra ver balé viu muito mais do que isso, viu a transformação de um ser naquilo que seria sua verdadeira persona.
    Parabéns, Ana!

  36. José Mariano

    Interessante!
    De fato, o filme trabalha muito bem a questão do inconsciente: desejos, frustrações, paranóia e muitos outros aspectos.
    Pra mim, saí do filme agitado. Esperava ver cenas belíssimas de balé. O que vi é mais psicanalítico.
    É bem possível que o filme tenha mexido com meu inconsciente. Daí a sensação de raiva e frustração.
    Obrigado pela análise!

  37. Fabiana Strambio

    Cara colega, desculpe, mas não entendi. Como pode um processo de Individuação significar a ruptura do Ego e culminar num suicídio ? Ou eu estou enganada, mas por mais belo e comovente que seja o filme, ele retrata um processo psicótico terrível, que termina por aniquilar Nina, sem nenhum traço de integração Ego-Self, que é a definição de Individuação.

  38. Olá Fabiana,

    Entendo seu ponto, e vou tentar esclarece-lo. Fiz a análise do filme não encarando ele como uma história concreta, e sim como uma história simbólica. Um olhar sobre as figuras do inconsciente. É claro que se você tomar aquela história como algo concreto não tem como, pois ela teria atuado exteriormente algo que deveria ser integrado simbolicamente.
    No começo do texto explico que esse será meu enfoque:

    “E essa acaba sendo a história do filme. Mas o que eu gostaria de colocar aqui é que a beleza dessa história aparece quando vemos seu desenrolar não como algo concreto e externo, mas sim como um processo psicológico que vai se apresentando através de símbolos.”

    Fica claro meu ponto de vista sobre o filme?

    Um abraco!

  39. Sim, essa é a idéia em todos os posts do blog. Para que todos possam entender.

  40. Pois é Marilia, eu também fiquei pensando… até tentei pesquisar por quais linhas ela tinha interesse, mas não encontrei essa informação! Se alguém souber e puder compartilhar seria bom!

  41. Olá Alice…

    Talvez do ponto de vista concreto da história do filme a Nina tenha fantasiado tudo aquilo, pois ela estava tendo muitos momentos de perda de contato com a realidade. Mas como me propus a falar sobre a parte simbólica, tanto faz o fato. =)

  42. Nossa!
    Com certeza a melhor análise cinematográfica que eu já li!

    Parabéns.
    O filme é sim, uma obra de arte.
    Quando terminei de ver o filme eu sentia como se meu coração apertasse e ao mesmo tempo estivesse livre.
    Um certo sentimento misto entre o agradável e o desagradável.

    Um filme que passa uma mensagem incrível.
    Natalie Portman mereceu o prêmio que recebeu.

    Gostei daqui. Virei mais vezes.

  43. Christine

    Olá Ana!
    Gostei da sua análise do filme e gostaria de saber se pode inidicar algum livro que fale sobre o significado arquetípico das cores.
    Obrigada. Abs,
    Chris

  44. Lucas

    sobre quando ela se encontra com Beth (Winona Rider, irreconhecível) na segunda vez no hospital. Ela sai e deixa cair uma lixa de unha no elevador. Ela estava fansiando também?

  45. Não tenho como afirmar nada, mas na minha opinião não. Até faltou falar sobre a Beth. Nina – que era toda certinha – roubou várias coisas do camarim de Beth. Acho que isso mostra seu desejo em ser a prima ballerina da companhia… mas a decadência de Beth é algo que a assusta muito. Talvez ela sinta-se culpada por ocupar o lugar que Beth sofre tanto ao perder. Não é nada fácil para uma menina assumir isso.

  46. Oi Christine!

    Procure livros que relacione a psicologia analítica com a alquimia. Vc encontrará algumas referências.

    Um abraço!

  47. Anonimo

    Querida Ana, sua análise é um pouco forçosa no tocante à interpretação pura e simples de uma obra de arte. Tem afirmações que carecem de referências, como esta: “dirigido por Darren Aronofsky e que se utiliza de elementos da psicologia junguiana para dar corpo ao desenvolvimento da personagem principal, a bailarina Nina”. De que lugar tirou que o diretor utilizou de Jung para fazer seu filme?
    Tem outras questões:
    - Sua interpretação é mais uma das infinitas possibilidades e isso não fica claro no seu texto. Ele parece mais com uma propaganda da sua perspectiva teórica que um texto crítico sobre a obra.
    - Ao não abordar as diversas formas da dimensão humana, você nega a possibilidade de ir e vir do sujeito interpretado, no caso a Nina.

    Tem mais coisas, contudo fica uma dica:
    Leia mais sobre outras teorias, quem sabe você não adquire um conhecimento um pouco maior para depois analisar uma obra com dimesões várias e com diversas possibilidades de interpretação.
    Isso tudo eu disse mas ainda nem entrei na dimensão psicopatológica e nem você.

    Esta minha crítica é mais uma possibilidade de interpretar seu texto.

  48. Paulo

    É sempre bom pensar qualquer coisa que não seja em uma perspectiva psicanalítica. Mas Freud e Jung continuam muito bons para pensar filmes, livros e etc e muito fracos para resolver problemas práticos da vida.

  49. Victor Hugo de Olive

    Parabéns, ótima análise.

  50. Anônimo:

    De minha parte não existe qualquer pretensão em ser crítica de arte, nem em dizer que possuo a única verdade.
    Fiz uma análise a partir da minha visão do filme. Um blog tem toda a característica de ser sobre as idéias pessoais do autor. Não leve um post como um artigo científico. Esse rigor não é necessário aqui. Já li outros posts a partir de outras vertentes e no fundo acho que todos falam da mesma coisa, de formas diferentes. As abordagens podem conversar.

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  1. Da perfeição « Carambolas Azuis - [...] uma análise sobre o filme do ponto de vista da psicologia junguiana. Para ler o texto completo, aqui. Compartilhe:Like …

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