Olá agressividade, minha velha amiga.

Mar 23, 2011 by

Casey Haynes é um garotinho de 15 anos, que ficou extremamente popular, depois que seu vídeo reagindo ao bullying foi parar na internet.

Casey tem sido visto como um herói, e tem recebido apoio de várias pessoas ao redor do mundo. Eu gostei muito desse vídeo, porque acho que ele ilustra bem o que acontece com muitos de nós: às vezes os outros abusam de nosso ser, e dar esse limite cabe à cada um de nós.

As pessoas dizem que não sabem falar não, se comportam como vítimas de outros e da vida e se permitem serem “usadas”. A quem cabe por o ponto final? Como podemos fazer isso?

Acho que o garotinho do vídeo mostra que o ponto final depende de nós. A forma como ele fez pode não ter sido a melhor – afinal algo grave poderia ter acontecido com seu agressor – mas ainda assim, ele fez, e merece nosso reconhecimento pela coragem e superação. Isso foi tomar o controle de sua vida novamente.

Algumas pessoas tem muito medo da própria agressividade, ou então se vestiram em um manto de superioridade emocional / espiritual e não sabem mais se defender.

A agressividade é uma função importante da psique e nunca devemos abandoná-la. Apenas ter sabedoria e discernimento, para escolher aonde e como aplicá-la.

Agressividade não é necessariamente violência. É posicionar-se perante a vida.

Devemos ser bons, mas não podemos ser bobos. Agressividade tem a ver sim com destruição, mas será que não é útil saber o que devemos eliminar de nossas vidas?

O mundo está cheio de sociopatas, sádicos, aproveitadores, dominadores… será que deixar essas pessoas praticando suas ações é realmente sinônimo de fazer o bem?

Perdoe, não há nada melhor do que o perdão. Mas não faça vista grossa para as injustiças e atrocidades. Coloque pontos finais. Indivíduo e sociedade precisam disso, pois estamos vivendo uma grande crise ética.

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Comentários

  1. Ainda não vi esse vídeo (vi o da reação do garoto), mas concordo com tudo que você escreveu. Gosto muito de suas idéias!

    abraço

  2. Maria Auxiliadora

    Sempre fiz a meiga,a que entende tudo, aceita tudo,não reage quando agredida,mas isso me incomoda bastante. Concordo com todas as suas palavras.Sou psicóloga,sempre disse o mesmo para as pessoas,mas tenho dificuldade em me posicionar de maneira mais agressiva. Trabalho muito isso em terapia,no entanto é bastante complicado. Para aqueles que desde crianças são “bonzinhos” é sempre esperado que continuem nesse papel nem que para isso sejam duramente “violentados”. E o contrário também é verdadeiro: os que desde pequenos são agressivos,desobedientes,têm um mau comportamento,não tem esse compromisso de ser compreensivo,correto,”bonzinho”. Assim tem mais facilidade de reagir se atacado,dizer “não” ao que discorda,se impor. Buulling sempre existiu. Só agora está se olhando para os que passam por isso. Ainda bem!

  3. Sim, ainda bem mesmo! Acho que também não é o caso de crucificar os praticadores de bullying, especialmente se forem crianças e adolescentes. Temos que educa-los, de mostrar que isso pode fazer muito mal ao outro.

  4. Vania Ferreira

    Gostei muito da matéria.Você expressou o que sinto.

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